Caso Rafael: desembargador nega perícia em áudio pedido pela defesa da mãe acusada de matar filho no RS

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O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul negou pedido de realização de perícia em um áudio feito pela defesa de Alexandra Dougokenski, acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, em Planalto, no Norte do Rio Grande do Sul. A decisão do desembargador José Antônio Cidade Pitrez, da 2ª Câmara Criminal, foi divulgada nesta terça-feira (29).

O caso deverá ser julgado pelo colegiado em data a ser definida. A defesa requer a suspensão da ação penal até o julgamento do pedido de perícia.

Trata-se de um áudio de três segundos de duração, no qual é possível ouvir a voz de uma criança. A defesa da ré solicita análise a fim de verificar se a voz é ou não de Rafael.

O áudio foi o motivo do desentendimento entre defesa e acusação no júri, iniciado em 21 de março. No início da sessão, que durou apenas 11 minutos, a juíza Marilene Campagna já havia negado o pleito da defesa de realizar a perícia no áudio. A defesa da ré se retirou do plenário e, assim, o julgamento foi cancelado.

Os advogados de Alexandra afirmavam que o arquivo contrariara a acusação de que Rafael morreu entre 14 e 15 de maio de 2020. Segundo eles, o áudio teria sido gravado após a morte. Já o Ministério Público se opôs, pois o prazo de apresentação de provas estaria encerrado.

Entenda o caso

Rafael desapareceu no dia 15 de maio de 2020. Ele teria ido dormir e, na manhã seguinte, não estava mais em casa, conforme relato da mãe. Dez dias depois, Alexandra confessou o crime e indicou a localização do corpo, dentro de uma caixa de papelão que estava no terreno da casa vizinha à residência onde a família vivia.

De acordo com a acusação, Alexandra teria feito com que o filho tomasse dois comprimidos de Diazepam, sob o pretexto de que ele dormiria melhor. Assim que o medicamento fez efeito, Alexandra teria estrangulado o menino, conforme o MP-RS.