Catarinense protocola petição para acabar com Auxílio-Mudança no Congresso

Política

Brasília – Durante sessão inaugural do Congresso Nacional nesta segunda-feira (04) o graduando em Administração Pública, Cryslan de Moraes, protocolou petição que pede o fim do “auxílio-mudança”. O decreto em vigência permite que até mesmo os parlamentares reeleitos recebam o privilégio em dobro, R$ 67,5 mil, ainda que não tenham a necessidade de utilizar o recurso. Até mesmo os eleitos de  Brasília têm direito a embolsar o subsídio. Todos recebem o recurso líquido e não necessitam apresentar nota fiscal para comprovar os gastos.

“É importante destacar que os os imóveis funcionais ou de fonte do auxílio-moradia oferecem residências inteiramente mobiliadas e equipadas. Da mesma maneira, a cota parlamentar indeniza os parlamentares com os gastos de passagens aéreas no seu deslocamento entre Brasília e o Estado de origem”, explica Moraes.
Além do auxílio-mudança, os parlamentares recebem outros privilégios que tornam o Legislativo um dos mais caros do mundo, custando mais de R$ 1 bilhão anual ao bolso dos contribuintes. Com o salário no teto e a possibilidade de aumento em 16% em 2019, os congressistas também recebem auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas.
“Fora isso, os mesmos possuem ressarcimento de gastos ilimitados com médicos. Essas benesses foram sendo decretadas e ampliadas pelos próprios parlamentares, através de Atos das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado”, completa o catarinense.