A Polícia Federal e a Polícia Militar realizou na manhã desta terça-feira (18) uma grande operação no estado de Santa Catarina, com o objetivo de combater o tráfico de armas, drogas e lavagem de dinheiro. A operação, denominada Facção Litoral, cumpre 15 ordens de prisão e 28 mandados de busca e apreensão em nove cidades do estado, incluindo Balneário Camboriú e Florianópolis. Cerca de 150 policiais estão mobilizados para cumprir as ações.
Entre os presos, está B.S.S., um dos chefes do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Brasil, oriunda do Rio de Janeiro. B.S.S. foi detido em um apartamento no Edifício Exclusive Place, localizado na Rua 108B, em Itapema. A polícia também apreendeu o veículo que o autor utilizava, uma BMW X6 com placas BXP2G57, que também estava com mandado de busca e apresentação.
Além das prisões e apreensões, a operação também cumpre 12 mandados de sequestro de imóveis e 36 mandados de sequestro de veículos e embarcações, totalizando mais de R$ 37 milhões em bens. Entre os bens sequestrados, está uma Ferrari. Contas bancárias de 32 pessoas físicas e jurídicas também estão sendo bloqueadas pela manhã, com valores ainda a serem apurados.
A organização criminosa em questão atua nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mas possui integrantes em Santa Catarina, onde a operação está sendo realizada em cidades do litoral e do Médio Vale do Itajaí. Os mandados estão sendo cumpridos em Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Camboriú, Navegantes, Balneário Piçarras, Penha, Florianópolis, todas no Litoral, e em Apiúna, no Médio Vale do Itajaí.
O inquérito que levou à operação teve início com a apreensão de armas em rodovias brasileiras que saíam do estado. Entre elas, a Polícia Rodoviária Federal encontrou 35 pistolas e 6 fuzis no Rio de Janeiro. Além disso, foram apreendidos 700 kg de cocaína, 350 kg de maconha e 45 kg de crack. A operação Facção Litoral representa um duro golpe no crime organizado, com a prisão de um dos líderes do Comando Vermelho e a desarticulação de parte da sua rede criminosa.
Comando Vermelho estava inserido completamente em Santa Catarina, revela megaoperação
A prisão do empresário catarinense Ruan Arno Brockveld, filho de um vereador de SC, em fevereiro de 2022, foi o estopim para uma megaoperação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira (18), com o objetivo de combater o tráfico de armas, drogas e lavagem de dinheiro no Brasil. Brockveld, de 24 anos, foi preso após ser flagrado com uma carga milionária de cocaína que seria enviada ao Rio de Janeiro.
No ano passado, a polícia apreendeu 725 quilos de cocaína em um apartamento alugado por Brockveld em Balneário Piçarras e mais uma quantidade de entorpecentes em sua residência em Navegantes. O empresário, que acabou condenado a 20 anos de prisão, alegou que apenas guardava o material, mas a Polícia Federal (PF) sustenta que ele também traficava.
A partir da quebra do sigilo telefônico de Brockveld, novos nomes surgiram e entraram na mira dos investigadores, segundo o delegado Alessandro Netto Vieira. Isso levou à prisão de 15 pessoas nesta terça-feira (18), muitas delas amigos de infância do empresário. Elas estariam envolvidas no envio de um arsenal de armas para a Baixada Fluminense no fim de 2021.
Na ocasião, a Polícia Rodoviária Federal interceptou uma Fiorino na Rodovia Presidente Dutra e apreendeu 35 pistolas calibre 9mm, dois fuzis calibre 762, quatro fuzis calibre 556, 100 munições calibre 45, 75 carregadores de calibres diversos e cerca de 570 quilos de maconha. Conforme Vieira, Brockveld atuava apenas no tráfico de drogas.
Segundo o investigador, essa operação de venda de armas, drogas e lavagem de dinheiro ocorria totalmente em território catarinense. As armas eram compradas em regiões de fronteira e depois negociadas via WhatsApp com criminosos.



