Chefes do PCC presos em SP se dirigiam para a cidade mais segura do Brasil, em SC

Segurança

Jaraguá do Sul – A informação de que chefes do PCC que estariam vindo para Jaraguá do Sul, acendeu uma luz vermelha de preocupação na sociedade. A cidade que já teve operação Ouro Verde, Game Over, onde até mesmo autoridades policiais foram presas, e mais recentemente a Shiping Box, que investiga a rota do tráfico internacional, parece ter estreitas ligações com algumas organizações criminosas.

O que pretendiam os chefões nacionais do crime na cidade “mais segura e vigiada” do Brasil?

Quais seriam os contatos, quais seriam os negócios, quem seriam os parceiros, quais são as ramificações do crime organizado em Jaraguá do Sul.

Em contato com a DIC – Delegacia de Investigação Criminal de Jaraguá do Sul, o Delegado responsável, Daniel Dias, destacou que “normalmente os da alta cúpula procuram cidades menores e pacatas para ficarem escondidos, fora do radar”. Acrescentou que é pequena a possibilidade de algum interesse criminoso na cidade.

PRISÃO

Na ação realizada na segunda-feira (24), no município de Itapecerica da Serra, no interior de São Paulo, a Polícia Federal  de São Paulo e de Santa Catarina prendeu um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das maiores organizações criminosas do país.

Os criminosos informavam que viajavam da capital de São Paulo para Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. Na abordagem, constatou-se que os documentos de identificação apresentados pelos dois ocupantes eram falsos, e os dois estavam com mandado de prisão em aberto.

Um dos presos é o responsável pelso negócios internacionais do PCC e coordenador do tráfico via Paraguai. Além disso, trabalha como secretário do pai, que é o responsável pelo comando do PCC.

OPERAÇÃO SHIPING BOX

Recentemente a Polícia Federal, cumpriu mandados contra o tráfico internacional em Jaraguá do Sul na Operação Shiping Box. Outras doze cidades também foram alvo da operação que totalizou 34 amndnados de prisão, 50 mandados de busca, prisão de 2 pessoas  e apreensão de 6 toneladas de cocaína.

Cerca de 250 policiais atuaram 15 cidades de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. No estado, 29 pessoas foram presas em ações que ocorrem em Jaraguá, Joinville, Itapoá, São Francisco do Sul, Itajaí, PIçarras e Barra Velha, entre outras.

Segundo o delegado Vinicius Faria, durante as investigações foram apreendidas aproximadamente 6 toneladas de cocaína e presas oito pessoas em flagrante delito em Santa Catarina. Também foram sequestrados 68 veículos, 23 imóveis e 2 embarcações. Além disso, houve o bloqueio de 30 contas bancárias de vários investigados.

Para embarcar as drogas, a organização criminosa e suspeita de cooptar funcionários dos portos, criar compartimentos falsos em caminhões para transporte de traficantes e cargas e até a criação de empresas de logística.

Além do envio de drogas para países da Europa, o grupo é suspeito pulverizar as substâncias para abastecer organizações criminosas dedicadas ao tráfico no Brasil. Alguns investigados são apontados por realizar esquemas de lavagem de dinheiro através de empresas fictícias e aquisição de ativos como ouro e até mesmo de criptomoedas.