Estado – No discurso que deu aos deputados estaduais na primeira sessão da Assembleia Legislativa (Alesc) de 2018, na tarde desta terça-feira, 6, o governador Raimundo Colombo
(PSD) falou sobre a ida a Brasília nesta segunda-feira, 5, para encaminhar questões do governo. Entre elas estava a tentativa de liberar o empréstimo de R$ 700 milhões para o Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam 2).
“Fizemos a apresentação na Secretaria do Tesouro Nacional, que aprovou. O Ministério da Fazenda autorizou a negociação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dos estados brasileiros, apenas Santa Catarina e Espírito Santo têm autorização para contrair empréstimo com o BNDES. Porém, o Tribunal de Contas União disse que a fiscalização da execução das obras não pode mais ser pelo Estado ou pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Mas, daí, o Tribunal não tem gente suficiente para acompanhar os 295 municípios catarinenses e pediu para que nós diminuíssemos o número de municípios”, relatou o governador.
Aos municípios com até 10 mil habitantes, dinheiro do Estado
Assim, o Governo do Estado elaborou outra proposta. Os municípios com até 10 mil habitantes o Fundam será feito com recursos do Estado. “Combinei isso com o Dr. Eduardo Moreira [que assume como governador dia 16]. Os recursos do BNDES vêm depois para o Estado, para complementar as obras”, explicou Colombo aos deputados.
Continuam as exigências do BNDES
Entretanto, mesmo com a mudança na proposta, as exigências são cada vez maiores no BNDES. “Então, ontem (segunda-feira, 5), quando cheguei em Brasília, liguei para o presidente Michel Temer (MDB) e disse: Presidente, eu precisava falar com o senhor para uma questão que para mim é fundamental. Ele disse: pode vir aqui. Fui lá às 16h, levei todo o projeto e informei ao nosso vice-governador. O presidente telefonou para o Banco
do Brasil e para a Caixa Econômica Federal. Hoje já fizemos uma série de reuniões, amanhã concluiremos. Esta considero minha última missão administrativa e política,
aliás, do governo”, concluiu Colombo.
Avaliação
Em tom de despedida, uma vez que deverá deixar o governo nos próximos dias, o governador apontou cinco fatores estratégicos do ponto de vista econômico que também contribuíram expressivamente para fortalecer o Estado neste último ano: o sucesso da temporada de verão, o aumento das exportações, a substituição das importações, a boa safra no agronegócio e o avanço do setor de tecnologia no Estado. O resultado foi indicadores econômicos que destacaram Santa Catarina no cenário nacional. Em 2017, Santa Catarina foi o Estado que mais gerou emprego com carteira assinada no país, registrando um saldo de 29.441 vagas no acumulado do ano, segundo dados do Ministério do Trabalho. O crescimento do PIB catarinense em 4,3% em 2017, segundo dados do Banco Central, também foi o maior do país.
Ao citar algumas das principais áreas do governo, Colombo destacou o aumento histórico do efetivo na segurança pública, melhorias na estrutura física e na gestão das escolas, e os avanços nos indicadores da saúde, como o que aponta a expectativa de vida do catarinense como a maior do país, com média de 79,1 anos, segundo o IBGE. Ressaltou ainda, as obras realizadas na área da Defesa Civil, como as ampliações de barragens e a construção de novos radares meteorológicos para alcançar a marca de 100% de cobertura do território catarinense. O sistema de proteção na área da Defesa Civil foi, inclusive, recentemente reconhecido pela ONU como referência.
“Foi uma missão difícil e agradeço a todos os envolvidos. Fizemos o máximo que podíamos. Santa Catarina conseguiu colocar as pessoas em primeiro lugar e proteger a sociedade. Temos muitos desafios ainda. Santa Catarina e o Brasil vão continuar precisando da nossa maturidade e da nossa responsabilidade”, finalizou o governador Colombo.


