O crescimento dos casos da Covid-19 em Santa Catarina fez a Secretaria de Estado da Saúde (SES) mudar a estratégia de testagem. Em ofício enviado aos municípios na última segunda-feira (17), o governo catarinense recomendou que as prefeituras não usem mais os testes vindos do Ministério da Saúde em casos assintomáticos. A prioridade vai ficar para quem tiver sintomas ou se encaixar em outros grupos descritos no documento.
Segundo o superintendente da Diretoria de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Eduardo Macário, não há falta de testes, mas o que precisa ocorrer é uma racionalidade no uso dos materiais. “Com a entrada da ômicron, a demanda cresceu vertiginosamente. Inclusive o setor privado já alegou dificuldades em atender a alta demanda no momento”, disse.
Macário ainda relata que em 10 dias os municípios aplicaram 450 mil testes enviados no final de ano. O ofício circular da SES diz que “em virtude da alta demanda de exames laboratoriais para o diagnóstico da COVID-19 no momento, e devido a escassez de insumos para a realização desses exames” devem ser adotadas as novas medidas.
A prioridade de testagem, de acordo com a secretaria, deve ser para as seguintes situações:
*Todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que necessitem de hospitalização;
*Pacientes com sintomas respiratórios que estejam nos grupos de risco para agravamento da doença;
*Profissionais de saúde com sintomas respiratórios;
*Triagem de pacientes que precisam ser hospitalizados por outros motivos;
*Profissionais com sintomas respiratórios que fazem parte de serviços essenciais e presenciais, como profissionais de segurança (para permitir orientação referente ao retorno ao trabalho).
Além disso, não se recomenda a testagem em indivíduos assintomáticos, como requisito para sair do isolamento ou como pré-requisito para participação em eventosque exijam.
A medida segue recomendação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).


