Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) foi localizada morta e presa a um bloco de concreto na faixa de areia da Praia do Plaza, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, no dia 18 de fevereiro de 2026. O caso foi comunicado por moradores e mobilizou a equipe técnica da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que identificou indícios de interferência humana direta na morte do animal.
Amarração ao bloco indica interferência humana
O acionamento da equipe ocorreu após populares informarem a presença do animal morto na praia. Ao chegarem ao local, os técnicos constataram que a tartaruga estava presa a um bloco de concreto por meio de uma corda amarrada à região cervical.
Segundo os especialistas, a forma como o animal foi encontrado indica interferência antrópica direta. A amarração impedia qualquer possibilidade de deslocamento, o que reforça a suspeita de crime ambiental.
Estado de decomposição impediu análise completa
As autoridades ambientais orientam que crimes dessa natureza sejam denunciados à Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, por meio da Ouvidoria-Geral do Estado.
Como acionar o resgate de animais marinhos
O resgate ou atendimento de aves, tartarugas e mamíferos marinhos encalhados, vivos ou mortos, pode ser solicitado diariamente pelo telefone 0800 642 3341, das 8h30 às 17h30.
O PMP-BS, coordenado pela Univali, atua no trecho entre Barra Velha e Governador Celso Ramos, no litoral catarinense.
O relatório aponta que se tratava de um indivíduo juvenil. No entanto, devido ao avançado estado de decomposição da carcaça, não foi possível avaliar as condições de saúde do animal nem realizar a análise dos órgãos internos.
O processo de autólise impossibilitou determinar se a tartaruga ainda estava viva no momento em que foi amarrada ao bloco de concreto.
Crime ambiental pode gerar multa e detenção
No Brasil, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) proíbe a captura, morte, perseguição ou qualquer forma de perturbação da fauna silvestre, incluindo animais marinhos. A legislação prevê penas que podem incluir multa e detenção aos responsáveis.


