Com manifestação pacífica, suinocultores distribuem cerca de 10 toneladas de carne à população em SC

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A crise na suinocultura catarinense levou milhares de produtores independentes à Praça Central de Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, para uma manifestação nacional, organizada pela Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), nesta terça-feira (29).

O protesto pacífico foi transmitido ao vivo pelas redes sociais e houve distribuição gratuita de aproximadamente 10 toneladas de carne suína à população.
Com cruzes, caixões e menções aos diversos envolvidos na cadeia produtiva do setor, a ação tem o objetivo de chamar a atenção sobre o alto custo de produção e a desvalorização do quilo do suíno vivo, além de mostrar a desvalorização do trabalhador rural, segundo informou a organização.

Conforme o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, a situação está insustentável. “Apesar da suinocultura estar em um bom momento nas exportações, gerando riqueza para ao Brasil, por outro lado o suinocultor está quebrando dentro da granja. Nossos políticos precisam viabilizar os pleitos”, frisa.

José Walter Dresch, presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), diz que está reafirmado o compromisso de estar junto aos produtores catarinenses na cobrança de medidas para melhorias no setor, para que a classe ganhe ações efetivas de qualidade de vida no campo.

No intuito de incentivar o consumo de carne suína, os produtores independentes uniram forças e distribuíram 10 toneladas da proteína às pessoas presentes no manifesto. Mais de 100 suínos foram doados por suinocultores de todas as regiões produtivas, entidades representativas e parceiros do setor.

Audiência em Brasília

Além de tentar mobilizar as autoridades catarinenses em torno da causa, os suinocultores também alinham o agendamento de uma audiência pública em Brasília, para reunião com representantes nacionais. Ainda não há data para o encontro.

A ideia é envolver a bancada de deputados e senadores catarinenses na união de forças, além de buscar respostas junto ao Ministério da Agricultura e à própria presidência que, segundo os suinocultores, “precisa estender a mão neste momento”.

Cruzes, caixões e menções aos envolvidos na cadeia produtiva do setor foram utilizados para chamar atenção (Foto: ACCS)