Mesmo negando oficialmente qualquer imposto sobre o Pix, o próprio governo admitiu que passará a acompanhar e cruzar dados de movimentações bancárias.
A Receita Federal agora recebe informações sobre valores considerados “altos”, o que acendeu o alerta entre pequenos comerciantes, ambulantes e prestadores de serviço.
Na prática, o discurso é de combate à sonegação, mas o receio é outro: hoje dizem que não há taxa, amanhã o monitoramento pode abrir caminho para novas cobranças, multas e tributos.
Para quem já convive com carga tributária elevada, o risco é real. Com medo de autuações e de futuras mudanças nas regras, muitos optaram por reduzir rastros digitais e operar apenas com dinheiro vivo.
O resultado é um recuo no uso de tecnologia e mais desconfiança em relação às promessas do governo. Enquanto Brasília fala em fiscalização “técnica”, o comércio reage com prevenção.



