Compensação do ICMS da União para SC deve ser R$ 1 bilhão, estima fazenda

Política

A Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina estima que o Estado receba cerca de R$ 1 bilhão do governo federal, em função do acordo de compensação pelas perdas de arrecadação do ICMS.

O valor seria a título de compensação do prejuízo resultante da desoneração de combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transportes em vigor desde junho do ano passado.

Essa é uma estimativa ainda inicial: os números exatos devem ser conhecidos após uma reunião entre o governo do Estado e a Secretaria do Tesouro Nacional, prevista para ser marcada nos próximos dias.

Segundo o cronograma previsto no acordo firmado entre os estados e a União, SC receberia R$ 250 milhões neste ano, R$ 500 milhões em 2024 e R$ 250 milhões em 2025.

O valor seria destinado ao governo catarinense na forma de abatimento das parcelas da dívida pública do Estado com a União – atualmente, a dívida é de R$ 10,4 bilhões.

O valor das parcelas pagas pelo Estado tem oscilado, mas o valor médio é de aproximadamente R$ 50 milhões por mês.

O acordo entre o governo federal e os Estados prevê a compensação de R$ 26,9 bilhões até 2025.

A medida foi anunciada na última sexta-feira (10) pelo Ministério da Fazenda. Cerca de R$ 4 bilhões seriam repassados pela União este ano, com o restante sendo parcelado entre 2024 e 2025, salvo para os três Estados em recuperação fiscal, que vão receber até 2026.

Compensação é insuficiente

Segundo o governo de SC, o Estado vem perdendo aproximadamente R$ 300 milhões ao mês de arrecadação desde a redução do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transportes.

Isso significa que o valor a ser ressarcido pelo governo federal equivaleria a pouco mais de três meses de perdas do governo catarinense.

As perdas advém de lei promulgada em junho do ano passado que reduziu a alíquota de ICMS destes setores específicos de 25% para 17% . À época, a medida foi vista como estratégia para conter a alta no preço da gasolina, entre outros pontos.

“APESAR DE NÃO TER SIDO O ACORDO IDEAL, FOI O POSSÍVEL NESTE MOMENTO. ESTAMOS FALANDO DE UM PROBLEMA EXTREMAMENTE COMPLEXO QUE SE ESTABELECEU AINDA NO ANO PASSADO E MERECEU MUITO CUIDADO, ATENÇÃO E ANÁLISE DE SC DESDE O INÍCIO DESTE ANO. AO FINAL DAS NEGOCIAÇÕES, ESTADOS E UNIÃO ALINHARAM UM ENTENDIMENTO E CEDERAM, DE LADO A LADO, CHEGANDO AO MELHOR EQUACIONAMENTO POSSÍVEL, GARANTINDO A MÍNIMA COMPENSAÇÃO NECESSÁRIA AO CAIXA DOS ESTADOS, QUE VÊM SOFRENDO COM AS PERDAS DE ARRECADAÇÃO FRUTO DESTA LEI”, AVALIOU O SECRETÁRIO, EM TEXTO DO GOVERNO.