Será realizada nesta quinta-feira (21), em um hotel em Brasília (DF), a convenção nacional de fundação do partido Aliança pelo Brasil, que vai abrigar o grupo político ligado ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O evento terá cerca de 500 convidados, onde serão apresentados e debatidos o estatuto e diretrizes da nova sigla. O presidente saiu do PSL na terça-feira (19).
A tendência é que o próprio Bolsonaro assuma o comando nacional do Aliança, tendo o seu filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (RJ), como vice-presidente. Isso possibilitará que, caso o presidente da República precise se licenciar do comando do partido, o seu filho controle a legenda no Brasil. Oficialmente, os cargos na executiva serão conhecidos após a convenção.
Para viabilizar o novo partido são necessárias 491.967 assinaturas, que devem ser coletadas em pelo menos nove estados, todas validadas pela Superior Tribunal Eleitoral (TSE). Se quiser participar da eleição de 2020, o Aliança pelo Brasil terá que ser criado até o dia 2 de abril, ou seja, seis meses antes do processo eleitoral. Caso contrário, só poderá participar em 2022.
O racha dentro do PSL nacional ocorreu após a disputa entre Jair Bolsonaro e a cúpula do partido, representado pelo presidente da sigla, deputado federal Luciano Bivar (PE), pelo controle da agremiação. Após quase dois meses de brigas públicas, o presidente da República anunciou dia 12 que sairia do PSL para fundar um novo partido, chamado Aliança pelo Brasil.
Bivar foi reeleito presidente nacional pelos próximos dois anos, mas a expectativa é que cerca de 30 dos 53 deputados federais do PSL migrem ao Aliança. Dos senadores, Flávio Bolsonaro pediu desfiliação, e Major Olímpio (SP) e Soraya Thronicke (MS) permanecem, por hora, no PSL. Quanto aos governadores, Marcos Rocha (RO) e Antonio Denarium (RR) devem trocar.
Já Carlos Moisés (SC) ficará no PSL. Junto ao governador, Fábio Schiochet, atual presidente do partido no Estado, deve ser o único dos quatro deputados federais de Santa Catarina a ficar. Daniel Freitas e Coronel Armando já definiram suas idas ao Aliança, enquanto Caroline De Toni ainda não oficializou. Porém, a tendência é que a chapecoense siga Bolsonaro na nova sigla.
Outra que ainda não oficializou, mas que deve trocar de partido é a vice-governadora Daniela Reinert. Quanto aos seis deputados estaduais, ao menos cinco já se manifestaram que vão trocar o PSL pelo Aliança: Ana Campagnolo, Coronel Mocellin, Felipe Estevão, Jessé Lopes e Sargento Lima. Já Ricardo Alba disse que segue apoiando Bolsonaro, mas não sabe se trocará.




