Através do laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) foi confirmado que não houve crime na morte do menino Ítalo Gonçalves, de cinco anos, encontrado sem vida dentro do rio em Rio Negrinho, no Norte de Santa Catarina.
Conforme divulgado pelo NSC Total, o delegado Rubens Passos de Freitas, responsável pela investigação do caso, explicou que o corpo estava em avançado estado de decomposição e, por este motivo, não é possível determinar com exatidão a causa da morte.
No entanto, a análise não apresentou qualquer sinal de violência interna ou externa. Além disso, os órgãos, assim como a estrutura óssea, estavam preservados, e a possibilidade é de afogamento.
Por conta do estado em que o corpo do garoto foi encontrado, o delegado acredita que ele tenha caído na água já no dia 29 de maio, quando foi visto pela última vez.
“Não é possível precisar exatamente o dia, mas pelo que a perícia falou, já estava há bastante tempo lá [na água]. Até porque foram feitas diversas buscas na região toda, na toda cidade com câmera. A polícia toda ficou mobilizada neste sentido, os bombeiros também não saíram da rua, fizeram um ponto de encontro e não saíram dali, então certamente foi neste dia”, disse ao NSC.
O corpo de Ítalo foi localizado na manhã desta terça-feira, em uma das curvas do rio próximo da casa onde morava com a mãe. Rubens explica que o local onde o cadáver da criança estava é fundo e, possivelmente, tenha ficado preso embaixo de galhos às margens do afluente.
Desaparecimento
Ítalo foi visto pela última vez quando brincando com o cachorro da família, logo depois de ter almoçado com a mãe, por volta das 11 horas do domingo, dia 29.
Através de imagens de câmeras de segurança, os bombeiros conseguiram visualizar o local onde a criança estava e as buscas logo iniciaram. Um agente da Polícia Civil acompanhou a verificação das imagens, e nenhum indício ou suspeita foi constatada.
Os socorristas trabalharam em torno da residência onde o menino mora e também na extensão das margens de um rio e matas que circulam a rua. Na beira do rio, um amigo da família encontrou apenas um par de chinelos brancos, que a mãe confirmou pertencer a Ítalo.
A procura pela criança foi feita por meio aquático e também subaquático, além de trilhas pelas áreas de mata nas proximidades, com cerca de 14 bombeiros.




