Das 30 mortes por afogamento em SC, 20 foram em água doce, diz Corpo de Bombeiros

Segurança

Em menos de 30 dias, 30 pessoas já perderam a vida por afogamento em Santa Catarina. De todos os casos – contabilizados pelo Corpo de Bombeiros de 12 de dezembro a 5 de janeiro -, 20 ocorreram em água doce.

Apenas no primeiro fim de semana de 2020, três pessoas morreram afogadas em rios do Oeste do Estado. Em 11 dias, já são cinco mortes na região.

Em São Carlos, no sábado (4), um menino de 8 anos morreu afogado quando brincava no rio Chapecó. No mesmo dia, um homem de 25 anos se afogou no rio Uruguai em Palmitos. Já no domingo (5), um homem de 21 anos se afogou no mesmo rio, e o corpo foi localizado nesta terça-feira (7).

Por dia, aproximadamente 16 pessoas morrem afogadas no Brasil. Em Santa Catarina, quase todos os casos registrados são de homens.

Os dados repassados pelo Corpo de Bombeiros são de 12 de dezembro a 5 de janeiro, mas foram atualizados pela reportagem com o afogamento de Itapiranga, confirmado nesta terça-feira.

Afogamentos com morte em SC (12 de dezembro a 5 de janeiro)

  • Água doce: 18 mortes por afogamento
  • Água salgada: 10 mortes por afogamento
  • Área privada (piscina, camping e etc): 2 mortes por afogamento
  • Investigação: 5 mortes por afogamento em investigação
  • Gênero: 1 mulher e 27 homens
  • Idade média: 28 anos
  • Salvamentos e resgates: 1.026

Das 10 mortes em água salgada, oito foram em locais que não possuíam guarda-vidas, e apenas duas em locais guarnecidos. Em água doce, todas as 17 mortes foram em locais desprotegidos.

Todo afogamento seguido de morte passa por uma investigação do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, para detalhamento da dinâmica.

Prevenção 

Entre as orientações do Corpo de Bombeiros está o cuidado com os locais usados para se banhar. A corporação orienta ter atenção redobrada antes de ir à água.

“A primeira recomendação é para que as pessoas procurem locais guarnecidos, que possuam posto de guarda-vidas. Em nossa região temos em Itá e no Goio-Ên, em Chapecó”, disse o tenente Tiago Lucian de Oliveira, do Corpo de Bombeiros.

Coletes salva-vidas ou boias devem ser usados em todos os momentos, principalmente por banhistas que não sabem nadar. Oliveira também orienta evitar mergulhos de cabeça em lagos e não entrar sozinho na água.

“Se tiver se alimentado, aguarde um tempo. Não tome bebidas alcoólicas e entre na água, pois são um dos principais fatores de risco”, salienta Oliveira.

Orientações 

  • Não se banhe em locais que não tenham serviço de guarda-vidas e estrutura de balneabilidade.
  • Jamais deixe crianças se banhar sem supervisão responsável.
  • Nunca mergulhe de cabeça em locais que você não conhece a profundidade.
  • Na praia, procure se instalar e se banhar próximo ao posto de guarda-vidas.
  • Obedeça às indicações de bandeiras dos postos e orientações dos guarda-vidas.
  •  Não entre na água após ter ingerido bebida alcoólica.
  •  Não superestime sua capacidade de nadar. Avalie as consequências de um possível incidente
  • Em água doce ou salgada, prefira banhar-se em locais rasos e sem correnteza
  • Não se banhe em costões ou áreas rochosas.
  • Se notar que está sendo arrastado por uma dessas correntes, mantenha-se calmo e tente acenar ou gritar por socorro enquanto nada transversalmente (para o lado, em vez de para o raso)
  • Não tente salvar pessoas vítimas de afogamento sem estar habilitado. Neste caso, lance algum objeto que a ajude a vítima a flutuar e acione guarda-vidas ou a emergência pelo telefone 193
  • Sempre que possível, opte pelo uso do colete salva-vidas ao invés de objetos flutuantes
  • Antes de mergulhar, certifique-se da profundidade. Um acidente pode provocar sequelas irreversíveis

Lembre-se “Água no umbigo, sinal de perigo!”