Piratuba – A defesa do homem que confessou ter matado a mulher e queimado o corpo dela entrará nas próximas horas com pedido de revogação da prisão preventiva. A informação foi confirmada ao MTN na manhã desta segunda-feira (20) pela advogada Vanessa Schmidt. Ela está buscando junto à Polícia Civil mais elementos para embasar a peça defensiva. Questionada pela reportagem sobre a possibilidade de o pedido ser negado pelo poder judiciário da comarca de Capinzal, a advogada adianta que, caso isso aconteça, entrará com Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Sobre o pedido de revogação da prisão preventiva, Vanessa Schmidt reitera que o cliente confessou o feminicídio, se apresentou espontaneamente à polícia, está colaborando com as investigações, pois, apontou o local onde teriam sido jogados os restos mortais da vítima, possui residência fixa e emprego lícito. A defesa alega legítima defesa por parte do suspeito, sem detalhar por se tratar da fase inicial de investigação policial.
Na tarde desta sexta-feira (17), ouvido pelo delegado regional de Joaçaba, Gilmar Bonamigo, o homem confessou o crime. Ele se apresentou à polícia e foi interrogado. Durante o procedimento, foi expedido pedido de prisão preventiva solicitado pela polícia.
Segundo o delegado, a mulher identificada como Lorimar Lotkmeier, 59 anos, convivia há cerca de sete meses com suspeito. Ambos moravam em Ipira. O então companheiro dela, de 39 anos, passou a relatar a familiares e colegas de serviço que teria matado a mulher no domingo (12), levado seu corpo à beira do rio e o queimou, jogando os restos no rio.
Bonamigo ressalta que foi instaurado inquérito policial, efetuadas oitivas de pessoas a quem ele se reportou sobre o fato de ter matado a mulher, levando a polícia a acreditar que se tratava de um fato verdadeiro, porque as informações, de diferentes pessoas, estavam em consonância.
O homem chegou a confessar o crime à polícia e explicou que ocorreu após uma discussão, por estrangulamento, fato que, segundo ele, foi por volta das 18h de domingo (12). Ele afirmou que deixou seu corpo na residência até à terça-feira (14) à noite, quando, então, a levou com o próprio carro da vítima até à beira do Rio Uruguai, no interior de Piratuba, na jusante da barragem, onde, por cerca de três horas, queimou o corpo e jogou o que sobrou nas águas do rio.
O suspeito levou os policiais e peritos da Polícia Científica até o local, mostrou onde a queimou e, ao que consta, foram recolhidos restos mortais do corpo para perícia. A Polícia Civil continua as diligências para apurar todas as circunstâncias do crime e juntar aos autos evidências para melhor esclarecer os motivos.
O suspeito está recolhido preventivamente ao presídio regional de Joaçaba, onde está à disposição da justiça.




