Estado – O deputado estadual Bruno Souza fez a sua filiação no NOVO durante a convenção estadual do partido, realizada sábado (9), em São José, na grande Florianópolis. O parlamentar estava sem partido desde fevereiro, quando pediu desfiliação do PSB. Em outubro, Bruno venceu a disputa contra sua antiga sigla, que solicitava o mandato na Justiça alegando “infidelidade partidária”.
Após assinar ficha no NOVO, o deputado se manifestou sobre a mudança. “Significa estar em um partido que quer, de fato, mudar o País. Significa estar entre pessoas que acreditam que o Brasil pode ser muito melhor”, disse. Antes de ser eleito para a Alesc, Bruno foi vereador em Florianópolis, município onde já se postula como pré-candidato a prefeito na eleição de 2020.
Sobre o NOVO, o partido já tinha no Estado um deputado federal, Gilson Marques, que foi eleito em 2018. O presidente nacional da sigla, João Amoêdo, se manifestou. “Bruno Souza tem 34 anos, é empreendedor e decidiu entrar para a política para defender a maior parte da população, que paga a conta do que é decidido na política, mas se sente pouco representada”.
Amoêdo ressaltou, ainda, que durante seu mandato de vereador em Florianópolis e deputado, Bruno focou o mandato em corte de privilégios, em defesa de pautas liberais e da liberdade. “Assim como todos os nossos eleitos, também ficou conhecido por renunciar aos próprios privilégios e por economizar a maior parte dos recursos disponíveis para seus gabinetes”.
Em decisão proferida em 17 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SC) decidiu, por unanimidade, manter os mandatos dos deputados estaduais Bruno Souza e Nazareno Martins. A cassação de ambos havia sido solicitada pela direção nacional do PSB e pelos suplentes da agremiação, Cleiton Salvaro e Patrício Destro, sob a acusação de infidelidade partidária.
No julgamento, os juízes eleitorais entenderam que a carta autorizando a desfiliação de Bruno, expedida pela antiga executiva estadual do PSB, era válida. Assim, decidiram pela manutenção de seu mandato. Já na ação contra Nazareno, os magistrados consideraram que sem o pedido de desfiliação do parlamentar, não haveria motivos para a ação por infidelidade partidária.
O caso remonta a uma briga entre a antiga executiva estadual e a direção nacional do PSB, que entrou com o processo de cassação em maio. Bruno pediu desfiliação em fevereiro, alegando que tinha uma carta do então presidente estadual, Ronaldo Freire, autorizando sua saída sem prejuízos. O partido alegou fraude no processo de desfiliação, tese não aceita pelo TRE/SC.



