Desaparecimento de avião na Argentina com 3 moradores de SC completa 20 dias

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O desaparecimento do avião brasileiro com três moradores de Santa Catarina completa 20 dias nesta terça-feira (26). O empresário de Florianópolis Antônio Carlos Castro Ramos, o advogado Mario Henrique da Silva Pinho e o médico Gian Carlos Nercolini eram os três ocupantes da aeronave. Não há informação sobre a localização do grupo, segundo a Defesa Civil argentina, que segue nas buscas.

O avião desapareceu em 6 de abril. A aeronave é um monomotor do modelo RV-10 e pertence a Antônio Carlos Castro Ramos, que também é o piloto, segundo familiares.

O contato com o avião foi perdido por volta das 18h30 de 6 de abril, conforme a Defesa Civil argentina. O órgão local também disse que chovia na área da província, mas que o tempo não impedia os voos.

A aeronave saiu do aeroporto de El Calafate, na Patagônia, no período da manhã. O grupo tinha como destino a cidade de Trelew, no Sul argentino, mas parou de se comunicar com a base aérea do país no meio do percurso.

A Polícia Civil de Santa Catarina, que ajuda as autoridades argentinas, divulgou, em 14 de abril, que o avião caiu no mar, próximo à costa de Chubut. As autoridades traçaram um mapa com a rota da aeronave da decolagem até a queda, segundo o delegado-geral, Marcos Ghizoni.

Local onde avião caiu na Argentina — Foto: Bem Ami/NSC

Há uma semana, a Argentina começou as buscas com sonar, confirmou o sub-secretário de Proteção Civil e Gestão de Riscos de Chubut, José Mazzei. Segundo ele, o equipamento faz uma espécie de escaneamento do fundo do mar. No início das buscas, os trabalhos eram feitos também por terra e pelo ar, com o auxílio de aviões e um helicóptero.

O celular de um dos ocupantes ficou conectado por mais 52 minutos depois de sumir do radar, afirmou o sub-secretário na quinta (21). A Defesa Civil, no entanto, constatou que o telefone, um Iphone 11, ficou conectado à uma antena próxima ao aeroporto de Comodoro Rivadavia.

“A partir dessa informação, concentramos todos os recursos ali, porque não temos nenhuma outra tecnologia que indique que o avião se deslocou até outro ponto”, comentou Mazzei. As informações são do g1.