Não é de hoje que os criminosos têm usado das redes sociais para tentar aplicar golpes e extorquir dinheiro. Seja uma ligação por telefone simulando um falso sequestro, um falso parente dizendo que precisa de dinheiro para consertar um carro que quebrou na estrada.
E, mais recentemente, a clonagem de aplicativos do whatsapp têm provocado transtornos para os usuários da rede social. Por isso, as polícias destacam uma série de dicas que podem ajudar as pessoas a identificarem quando o golpe acontece e evitar ter prejuízos pela ação destes criminosos.
Falso sequestro e falso parente
“Mãe, me ajuda. Fui sequestrado”. Assim começam muitas das ligações que podem causar pânico aos pais que por algum motivo não tenham certeza de onde os filhos estão. E é dessa forma que os criminosos tentam arrancar alguma informação que possa dar mais veracidade ao golpe e, assim, extorquir dinheiro. Em muitos casos, as vítimas chegam a reconhecer a voz do filho (a) no pedido de socorro. “É um jogo psicológico”, alerta o cabo da PM de Chapecó, Alex Albano.
Ele pontua que ao receber um pedido de ajuda, uma reação natural das vítimas é responder o nome do filho (a) ou do familiar. E isso é usado pelos criminosos para dar ar de veracidade ao golpe. “Quando o criminoso percebe que a vítima ficou abalada, mais suscetível, eles tentam fisgar e entrar na cabeça da vítima”, diz.
Por isso, entre as orientações dadas pela Polícia é que a pessoa mantenha a calma e faça questionamentos que só possam ser respondidos pelo filho, como o nome dos avós, de algum familiar, entre outras informações pessoais que só a pessoa saberia.
A orientação é similar para outros tipos de golpe, como o caso do falso parente que liga pedindo para que o deposite um dinheiro pois estava na estrada e o carro quebrou, ou que precisa de um valor determinado para pagar uma conta. A pessoa se identificou como um primo, questione: “Que primo? Qual é o seu nome e sobrenome? Quais são os nomes dos seus pais”, são algumas das perguntas que de cara já podem demonstrar que se trata de uma tentativa de golpe.
Golpes via Whatsapp
Um tipo de crime que tem ocorrido com mais frequência é a clonagem do Whatsapp, quando os bandidos aproveitam do acesso aos contatos da vítima para pedir, principalmente, depósitos em dinheiro.
A ação desse grupo é mais articulada, já que os criminosos utilizam um sistema de hackeamento para invadir os aplicativos das vítimas. A partir disso, se valem da rede de contatos da vítima, chamando amigos e pedindo dinheiro. O Diretor de inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina, delegado Alfeu Orben, explica que o primeiro sinal de que a pessoa teve seu aparelho invadido é que ela perde o controle do aplicativo. “O estelionatário que faz essa intercepção consegue acessar o dispositivo da vítima e em posse disso consegue todos os contatos do whatsapp”, detalha
Essa foi uma situação vista de perto pelo policial militar. “Recebi uma mensagem de um amigo dizendo que estava com um problema no aplicativo do banco, e que precisava da transferência de um valor em dinheiro. Comecei a questionar ele sobre o problema, onde ele estava que eu iria até lá e o golpista parou de responder”, comenta.
Por isso, a orientação é que, ao receber um pedido estranho, mesmo que seja de valores pequenos, não faça nenhuma transferência antes de se certificar da autenticidade do pedido. “Tentar entrar em contato com algum outro conhecido que esteja próximo, ou fazer contato pessoalmente”, orienta o policial.
Comunicar a Polícia Civil imediatamente
Em caso de golpe, a orientação é que as vítimas procurem a Polícia Civil para o registro da ocorrência. “Para a pessoa se preservar quanto a eventuais danos futuros. E também deve informar familiares e amigos sobre a situação, para que eles não passem dinheiro e nem dados pessoais”, orienta Orben. Outra medida que deve ser aplicada é quanto a comunicação ao administrador do aplicativo, para que essa conta seja suspensa e que depois o proprietário legal da linha possa recuperar sua conta.
A partir da comunicação do crime, a Polícia Civil vai investigar para tentar chegar a autoria da clonagem e responsabilizar os criminosos.
Verificação em duas etapas no Whats
Neste ano, o WhatsApp implantou outro recurso que impede o acesso de hackers à conta dos usuários da plataforma: que é a verificação em duas etapas. Neste modo, o usuário tem que criar um código de 6 dígitos para conseguir acessar sua conta e todas as vezes que o número precisar ser verificado, será necessário digitar essa senha. (Informações Diário do Iguaçu)


