Dois dos três suspeitos de envolvimento na morte de Amanda Albach, de 21 anos, foram soltos no fim de semana, informou o delegado Nicola Patel Filho, após decisão judicial. A participação deles no crime não foi revelada, mas entre os investigados está uma amiga da vítima.
Já o suspeito de atirar contra a jovem seguia preso até 16h10 desta segunda-feira (6). Conforme o delegado, a Polícia Civil vai concluir o inquérito em até 30 dias.
O corpo de Amanda foi encontrado enterrado na praia em Laguna, no Sul catarinense, na manhã de sexta (3). A jovem, que morava na Região Metropolitana de Curitiba, estava desaparecida há 18 dias. A vítima tinha uma filha de 2 anos.
Em relação ao outro investigado, o delegado afirmou que as evidências “estão sendo analisadas para comparar com versões apresentadas”.
Áudio
Amanda enviou um áudio para a família antes de ser morta. A jovem disse na mensagem que voltaria para o Paraná, onde morava, com um carro que conseguiu por meio de aplicativo de transportes.
“Oi, eu estou indo embora. Consegui o Uber hoje só para eu ir embora. Já estou indo, de madrugada eu chego”, disse ela.
Depois de gravar a mensagem, ela teria sido obrigada a abrir a própria cova. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, um dos suspeitos preso pelo crime disse que a jovem foi morta com dois disparos de arma de fogo, em 15 de novembro.
Investigação
A denúncia do desaparecimento chegou à polícia catarinense no dia 19 de novembro. Segundo o delegado Bruno Fernandes, Amanda veio ao estado para comemorar o aniversário de uma amiga, que já tinha morado em Fazenda Rio Grande. A mulher foi presa sob suspeita de envolvimento, junto com um irmão e o namorado dela.
Nas redes sociais, a última publicação da jovem que a polícia encontrou foi do dia 13 de novembro. Era uma foto na Praia do Canto, em Imbituba, no Sul catarinense.
Quando foi ouvido, o investigado que segue preso relatou que levou a vítima até o local onde o corpo foi encontrado enterrado. Também disse que efetuou dois disparos de arma de fogo contra ela. À polícia, o mesmo suspeito relatou que coagiu a jovem a abrir a própria cova.
“A motivação vai ser apurada com todo o contexto, mas, preliminarmente, um dos investigados se sentiu incomodado porque Amanda teria contado sobre o envolvimento dele com tráfico de drogas e tirado uma foto da arma dele. Não gostou da situação e optou por tirar a vida dela”, disse o delegado Bruno Fernandes, também responsável pela investigação. (G1SC)



