A Polícia Científica de Santa Catarina (PCISC) realizou uma descoberta pioneira no Brasil, identificando duas substâncias psicoativas sintéticas. A identificação foi o resultado da análise de uma apreensão de drogas realizada em Joinville de 2025.
Análise das drogas
Durante o trabalho de rotina, a equipe do Laboratório de Química Forense analisou milhares de itens apreendidos, incluindo selos, comprimidos de ecstasy e cigarros eletrônicos. Foi nesse momento que um produto chamou a atenção dos peritos: gomas comestíveis embaladas com uma apelo visual que remetia a efeitos alucinógenos.
Foto: Divulgação / Polícia Científica
A análise laboratorial confirmou a presença de duas substâncias sintéticas, a 4-hidroxi-N,N-dietiltriptamina (4-OH-DET) e a 4-acetoxi-N,N-dietiltriptamina (4-AcO-DET). Ambas são quimicamente semelhantes a compostos alucinógenos naturais que são encontrados em certas plantas e fungos.
Itens proibidos no Brasil
De acordo com a Perita-Geral Andressa Boer Fronza, a identificação precoce dessas novas drogas é importante para a saúde pública e a investigação policial. “Essa atuação integrada permitiu que a Anvisa agisse de forma rápida, prevenindo riscos à população,” afirmou a perita.

Com a descoberta que as drogas vieram de laboratório, a PCISC seguiu o protocolo legal. Portanto, comunicou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas. Assim, a Anvisa publicou a Resolução RDC nº 985, de 29 de julho de 2025, que incluiu as duas novas substâncias na lista de drogas proibidas no Brasil.



