Dupla acusada pela morte de jovem em Jaborá vai a júri nesta segunda em Catanduvas

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Catanduvas – Passados cinco anos do crime contra o jovem catanduvense João Paulo Tomasi, de 22 anos, morto em um CTG  de Jaborá, está marcado para esta segunda-feira (25), o Tribunal do Júri (Júri Popular) dos acusados por homicídio ocorrido em 2017.

Em fevereiro de 2018, o Ministério Público da comarca de Catanduvas, através do Promotor de Justiça Flavio Fonseca Hoff denunciou os dois suspeitos pela morte de João Paulo Tomasi. O crime ocorreu na madrugada do dia 16 de abril de 2017 nas imediações do CTG de Jaborá, às margens da SC-355.

Na ocasião, o MP formalizou denúncia contra G.G., 25 anos, natural de Presidente Castello Branco e morador de Jaborá, e G.C., 22 anos, natural e também morador de Jaborá. Segundo a denúncia, os fatos ocorreram na parte externa do CTG. Os acusados teriam desferido chutes na cabeça da vítima, que estava no chão, provocando a morte.

As agressões teriam iniciado depois de uma discussão. Segundo o que se apurou, o crime teria ocorrido por motivo fútil decorrente de discussão que se deu no estacionamento da festa por conta do bloqueio da passagem do veículo Saveiro conduzido por G.C.

Consta nos autos que G.C tentava obter passagem para deixar o local com seu veículo, cujo trajeto estaria bloqueado pela vítima e sua esposa, ambos a pé. A vítima, vendo a proximidade exagerada do veículo e não gostando da atitude, teria ido conversar com o motorista, ocasião em que G.G interveio, o que resultou em discussão e luta corporal entre João Paulo e G.C.

Durante a briga, João Paulo teria imobilizado G.G e o largado, no intuito de encerrar a confusão. No entanto, apurou-se que, não satisfeito com o término da briga, G.G teria desferido um soco no rosto de João, que estava desatento, o qual caiu.

Em seguida teria desferido o primeiro chute contra o rosto dele. A vítima tentou se levantar, mas não conseguiu porque foi atingido por um segundo chute na face, que lhe deixou desorientado. G.G teria desferido um terceiro chute contra o rosto da vítima, que caiu de bruços, imóvel. De acordo com o MP, G.C também teria aproveitado a oportunidade para desferir chutes contra João, já desacordado.

O suspeito da agressão não foi encontrado no dia do crime. O outro envolvido na discussão prestou depoimento, mas negou que tenha batido na vítima e foi liberado. João Paulo Tomasi foi levado ao Hospital Universitário Santa Terezinha de Joaçaba em estado gravíssimo e acabou falecendo.

Uma semana após o falecimento, cerca de 200 pessoas, entre familiares e amigos, fizeram uma caminhada no Centro de Catanduvas pedindo paz. As informações são do Minha Água Doce.