Estado -A empresa contratada pelo Governo do Estado de Santa Catarina na compra de respiradores não tinha autorização para importar equipamentos. Um e-mail enviado pela empresa paulista Exxomed à Secretaria de Estado da Saúde indica que o governo de Santa Catarina sabia, desde o dia 2 de abril, que os respiradores comprados pela Veigamed tinham representação exclusiva por outra empresa no Brasil, e não poderiam ter sido importados. Assinado pelo representante da Exxomed, Onofre Joaquim Rodrigues Neto, o e-mail foi endereçado ao então secretário adjunto, André Motta – hoje secretário de Estado da Saúde.
De acordo com informações da NSC Total, o documento chegou ao deputado estadual Milton Hobus, que denunciou o caso na manhã desta terça-feira (20), à Comissão Especial da Assembleia Legislativa, e pediu o afastamento de André Motta. O requerimento será avaliado nesta quarta-feira (20) na Alesc.
O advogado da Exxomed, Leandro Guerreiro Guimarães, confirmou a autenticidade do e-mail à NSC. Segundo ele, a empresa não teve resposta do governo de Santa Catarina. No texto, o representante da Exxomed diz que soube da negociação da Veigamed e alerta para a exclusividade.
“Venho informar (que) esta empresa não tem autorização para esta compra na fábrica e nem autorização para venda e comercialização emitida pela Exxomed”. E continua: “não reconheço a operação e a fábrica também não reconhece”.
O texto afirma, ainda, que a Exxomed vinha trazendo os equipamentos ao Brasil por preço mais baixo do que o negociado pela Veigamed, de US$ 31 mil.
De acordo com a NSC Total, a Exxomed se colocou à disposição da Deic para avaliar as condições dos respiradores comprados pela Veigamed, que estão retidos no aeroporto de Florianópolis. A empresa também notificou a alfândega da Receita Federal e a Anvisa sobre o contrato de exclusividade para importação.
Para a NSC, o advogado informou que a Exxomed se colocou à disposição das autoridades para avaliar o estado dos respiradores, se sofreram alguma adulteração ou avaria e se são de fato o modelo vendido ao Estado.
O Governo de Santa Catarina ainda não se manifestou.




