Planalto – Os 11 minutos do tribunal de júri do Caso Rafael, realizado na manhã desta segunda-feira (21), custaram aos cofres públicos mais de R$ 160 mil, de acordo com cálculos do Tribunal de Justiça do RS. A sessão foi encerrada após um desentendimento entre a defesa e a acusação sobre a inclusão de uma prova que não estava nos autos do processo.
O montante se refere à soma dos valores da contratação da empresa organizadora do evento, da realização de licitação, da contratação de link de comunicação de dados por internet e de despesas com vigilância, transporte de bens, aluguel e diárias.
A organização do julgamento demandou meses de logística e contou com cerca de 50 pessoas na organização, de acordo com o TJ-RS. Para o julgamento, o salão principal do Independente Futebol Clube foi transformado em um salão de júri, já que a sede do Foro da Comarca na cidade não comporta um evento de grande porte. O clube precisou passar por adaptações de pontos lógicos e de elétrica, além de colocação de mobiliário, banheiros químicos e um gerador.
Com a sessão encerrada prematuramente, o júri foi cancelado e uma nova data será definida. A estrutura preparada pelo tribunal no clube será desmontada.
O TJ-RS afirma que já acionou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para avaliar medidas de ressarcimento aos cofres públicos. De acordo com o Tribunal de Justiça, os advogados de Alexandra podem ser penalizados, com multa, devido ao abandono do julgamento.
Julgamento durou 11 minutos
O júri de Alexandra Salete Dougokenski, acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, começou às 10h nesta segunda-feira (21), em Planalto, no Norte do RS, e foi encerrado cerca de 11 minutos depois, devido a um desentendimento entre a defesa e a acusação.
Os defensores da ré levantaram questão de ordem, mencionando a existência de um suposto áudio encontrado no telefone do pai de Rafael, Rodrigo Winques, enviado às 23h55 do dia 15 de maio. Trata-se de uma gravação de três segundos de duração, no qual é possível ouvir a voz de uma criança. As informações são do G1.
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Júri do Caso Rafael, em Planalto (RS) — Foto: Juliano Verardi – DICOM/TJRS



