Esse é um dos grandes desafios do engenheiro, que se prepara através de uma série de ferramentas, como estudos, coleta de dados do carro e estratégias com o piloto para chegar ao melhor resultado na pista.
“É um trabalho extremamente desgastante. A Stockar tem 12 etapas no ano, então é como se o trabalho de um mês inteiro estivesse concentrado em um fim de semana só. Toda pressão por resultado e dedicação do trabalho vem de uma vez só. Então o desgaste é muito grande, principalmente na parte psicológica. Vivemos de resultado como todo esporte. Mas ao mesmo tempo é muito gratificante quando se vence, justamente por tudo isso”, declarou Guiga.
Paixão trazida da infância
Guilherme Gonçalves foi uma criança daquelas fissuradas por automobilismo. A medida que foi crescendo, a diversão passou a ficar mais séria e os planos eram todos voltados para uma carreira profissional no esporte.
Na escola, suas matérias prediletas eram da área de exatas. Daí a escolha pela profissão foi um pulo. Ao prestar vestibular, decidiu conciliar essa paixão pelo automobilismo e fazer engenharia mecânica.
A partir do momento que começou a trabalhar com isso dentro da UFSC e com o entendimento maior da parte técnica, viu que havia feito a escolha certa.
Logo no início do curso, já participou do projeto Mini Baja, conhecido a nível mundial, onde é desafiado a projetar e construir um veículo de competição. Foram quatro anos dedicados a atividade extracurricular.
Na fase final da faculdade, rumou para São Paulo, onde realizou estágio em uma empresa fornecedora de peças de automobilismo.
Com os contatos feitos na capital paulista, saiu de lá com vagas de trabalho dentro das equipes brasileiras e viu a carreira evoluir até garantir posições de destaque no automobilismo nacional, a quais exerce atualmente.