Entrevista: Prestes a deixar o cargo, Andevir Isganzella avalia mandato na prefeitura de Capinzal

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Faltando poucos meses para encerrar seu mandato, o prefeito de Capinzal, Andevir Isganzella, recebeu a reportagem do site Michel Teixeira Notícias para uma entrevista avaliando o período à frente da administração. Após conhecer o sucessor, no dia 2 de outubro, Isganzella terá ainda menos de três meses para concluir a gestão 2012/2016.

O prefeito de Capinzal falou sobre sua trajetória na política, seus interesses, desafios, dificuldades, frustrações e conquistas.

Isganzella iniciou a carreira política como vereador no ano de 2009. Por dois anos foi presidente da Câmara de Vereadores de Capinzal. Diz que aproveitou todas as oportunidades a ele concedidas e que durante esse período, a coligação, colegas, família e amigos sugeriram, à época, a candidatura a prefeito.

“Assumir o comando de um município como Capinzal é sempre uma honra, um privilegio, mas também um desafio condensado de muita responsabilidade, pois o povo quando concede o poder de maneira espontânea, tem muita expectativa em relação ao atendimento de suas necessidades e do município”, disse Andevir.

O prefeito destaca que nunca foi apegado ao poder, mas que entende que esse poder é uma ferramenta legitimada pelo povo. Afirma que, desde o início do mandato, trabalhou fortemente em importantes obras na área de habitação, saúde, educação e infraestrutura.

Ressaltou o período da grave crise econômica que o Brasil vivencia, segundo ele, a pior dos últimos 100 anos. Andevir reitera que durante sua gestão aconteceram em dois anos seguidos sérios problemas causados pelas fortes chuvas. “A insistência em governar corretamente e atender os anseios do povo fizeram com que enfrentássemos a crise econômica e através de liberações de recursos do Estado e da União, conquistaram importantes obras para Capinzal: pavimentação na área central, loteamentos e interior, escolas no interior e cidade e uma creche na Cidade Alta. Três novas unidades de saúde – ESF (postos de saúde), quadras esportivas, praças, parques infantis, arquibancadas, iluminação de campo de futebol, máquinas e veículos para a saúde , entre outros.

Frustrações

Andevir Isganzella admite a frustração diante da burocracia que, de acordo com ele, atrasou a realização de obras consideradas pela administração importantes para Capinzal. “Uma das minhas frustrações é a demora na realização das obras decorrentes do excesso de burocracia, morosidade de algumas instituições e atrasos dos repasses tanto do Estado como do governo federal”. Andevir ressalta ainda que esses atrasos em varias obras causaram prejuízos para o município, que acaba tendo que corrigir os valores corroídos pela inflação.

Outra decepção foi “perceber como se forma a opinião pública a respeito da administração, ela se constrói não baseada na realidade e sim no que a mídia diz, no que a oposição diz, no que as redes sociais divulgam sem uma fundamentação real e justa da situação”, lamenta.

Outra decepção foi “a falta de recursos próprios que ocasiona atraso nos pagamentos, cortes e demissões de pessoas, impossibilidade de maior valorização dos funcionários e obras importantes que gostaríamos de realizar, como por exemplo, a casa do idoso”.

Motivos pelos quais não se recandidatou

Andervir Isganzella explica que se vive num sistema político onde quem determina quais candidatos concorrerão numa eleição, não é o povo, mas sim lideranças políticas que sofrem interferências do meio ou do contexto.  “Como todos sabem eu pertenço a uma sigla partidária que sofreu motivado pela grande mídia, um desgaste muito grande nos últimos tempos e isso teve uma influencia significativa para que meu nome não fosse de consenso da coligação. Embora exercendo o direito à reeleição me abdiquei desse direito e apoiei a escolha do candidato escolhido em consenso com todos os partidos da coligação”.

Isganzella diz que, além disso, levou-se em conta o momento econômico enfrentado atualmente. “A lei obriga o prefeito a não deixar restos a pagar sem saldo financeiro em caixa no final do exercício, aí fica difícil ser candidato e ter que fazer cortes em pleno período eleitoral. Mas o mais importante e decisivo, foi o fato de há muito buscarmos qual era a vontade de Deus para minha vida”, define.

O prefeito argumenta que sempre antes de tomar qualquer decisão importante consulta qual a vontade de Deus. “Então eu, minha esposa e mais pessoas, oramos muito se deveria ser candidato ou não, como as portas se fecharam e mesmo assim senti muita paz no coração, para mim foi o suficiente para crer que a minha candidatura à reeleição não estava nos propósitos de Deus”.

Quais os planos após o término do mandato

O atual prefeito comenta que, no momento, a preocupação está voltada em atender e gerenciar da melhor maneira possível esses meses finais de mandato, priorizando os poucos recursos com aquilo que é essencial.

“Sinceramente não tomei ainda a decisão do que farei no Futuro. Mas parafraseando o Apóstolo Paulo em Flipenses, 4:12b, aprendi o mistério de viver feliz em todo o lugar e em qualquer situação , seja possuindo fartura , ou passando provações. Mas uma coisa é certa, quero fazer algo que promova o bem. Adquiri muita experiência e posso contribuir muito para ações voltadas a valores”, conclui.