Espalhar informações falsas sobre a pandemia é crime

Região

A pandemia do novo coronavírus tem sido amplamente divulgada pelos veículos de comunicação. Pesquisas sobre vacinas, número de casos, pessoas curadas, controle e descontrole sobre a doença e tudo mais que seja referente ao tema ganha destaque nos noticiários. Mas, em momentos como este, em que a atenção da população se volta a um assunto, crescem também as chamadas Fake News (notícias falsas), que costumam ser divulgadas nas redes sociais e viralizam, com o propósito de desinformar e atacar pessoas e instituições.

Em Xanxerê, nesta semana um servidor da Prefeitura foi desligado do quadro de estagiários por ter divulgado uma Fake News sobre o número de casos de Covid-19 na cidade. Em entrevista à imprensa, na última terça-feira (5), o promotor de justiça Marcos Augusto Brandalise, afirmou que informações colhidas ao acaso não podem ser publicadas como verdadeiras, assim como comentários inconsequentes e descomprometidos, e que cada caso será analisado com brevidade e punido de acordo com a lei.

– É crime espalhar mentiras sobre a pandemia. Nós estamos atentos, estamos investigando em tempo recorde. As fontes públicas e formais são aquelas que nos dão suporte para repassar uma informação correta. Não é hora de teoria da conspiração, não é hora de achismos e não é hora de ficar brincando com coisa séria. Nós vamos, sim, responsabilizar todas essas pessoas – disse o promotor.

As notícias falsas geralmente tratam de assuntos que chamam muito a atenção, por isso, antes de acreditar e compartilhar é importante pesquisar a fonte e a veracidade da informação. Na mesma entrevista, o delegado regional de Xanxerê, Adilson Bressan, orientou que a população deve ficar atenta e ressaltou que a criação e difusão de notícias falsas pode acarretar em processos tanto para quem publica como para quem compartilha.

– A difusão dessas Fake News pode configurar uma simples contravenção penal, de provocação de alarde, como pode configurar um crime muito mais grave, como no caso de uma denunciação caluniosa, por exemplo, cuja pena máxima chega até oito anos. Então é preciso cuidado com isso, o momento é de preocupação geral e essas notícias acabam levando pânico – afirmou o delegado.

Ainda de acordo com Bressan, algumas pessoas que criam e compartilham informações falsas ainda têm uma falsa sensação de impunidade. No entanto, a polícia tem formas de chegar a esses indivíduos.

– Algumas pessoas podem acreditar que não é possível identificar o autor, mas é possível. Nós temos ferramentas que nos permitem fazer uma busca e identificar de onde saíram essas informações e o caminho percorrido. Todas as notícias que chegarem à Polícia Civil serão apuradas com a maior brevidade possível, para que possamos conter esse tipo de malefício à sociedade – destacou Bressan. (Tudo Sobre Xanxerê)