Esperidião Amin será relator do PL da dosimetria na CCJ do Senado

Política

O senador Esperidião Amin (PP-SC), escolhido como relator do PL da Dosimetria no Senado, afirmou, nesta quarta-feira (10/12), que é um defensor da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, mas assegurou que analisará o texto aprovado na terça-feira (09) pela Câmara dos Deputados com “bom senso”. “Defendo a anistia. O que eu prometo [ao relatar a dosimetria] é bom senso”, ressaltou Amin.

A indicação de Amin como relator do projeto de lei foi antecipada pelo Metrópoles e confirmada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA).

A matéria, aprovada na madrugada desta quarta pelos deputados, prevê o recalculo e a redução das penas de condenados pelos crimes ligados à tentativa de golpe de Estado e aos atos de 8 de Janeiro. A medida pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso após condenação a uma pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista, além de outros envolvidos nos ataques.

O plano do senador é apresentar o parecer na sessão da próxima quarta-feira (17/12), quando está prevista a reunião da CCJ. “Meu compromisso inicial é com o prazo. [O parecer] será entregue na próxima quarta-feira”, disse o senador.

Questionado sobre o que significa esse “bom senso” e sobre o que deve constar em seu relatório, Amin evitou antecipar posições. Disse apenas que pretende ouvir diferentes setores antes de finalizar o texto.

Com a aprovação do PL da Dosimetria na Câmara, a proposta agora segue para análise do Senado, onde enfrentará debates sobre seu alcance e seus potenciais beneficiários.

A corrida ficou ainda mais acirrada após a entrada de nomes de peso do bolsonarismo, como a deputada Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, que pretende disputar uma vaga no Senado pelo estado. A movimentação aumentou a pressão sobre Amin e colocou em dúvida seu futuro político, embora ele próprio diga que só decidirá a candidatura em função de sua saúde, do partido e da federação.

Senador Esperidião Amin, na tribuna do SenadoFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado