A contagem regressiva para o fim do inverno já começou no Brasil. Apesar das baixas temperaturas e de registros recentes de neve, chuva congelada e geada no Sul, a primavera se inicia em 22 de setembro, às 21h05 (de Brasília), conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A chegada da nova estação vai além do desabrochar das flores, sua principal característica, porque também provoca mudanças graduais nas condições climáticas. As temperaturas tendem a subir, com manhãs agradáveis, tardes quentes e ocorrência de pancadas de chuva à noite. Além disso, o regime de precipitação se transforma, mas de maneira diferente em cada região brasileira.
Quando começa a primavera?
A primavera começa oficialmente no dia 22 de setembro, às 21h05, marcando a transição entre o inverno e a estação das flores no Hemisfério Sul. A mudança, no entanto, não significa que o frio desapareça imediatamente. No
Rio Grande do Sul, ainda podem ocorrer dias de temperaturas baixas e entradas de ar frio durante a primavera, especialmente no início da estação.
Ao mesmo tempo, os períodos de calor tendem a se tornar mais frequentes, aumentando gradualmente a sensação de que o inverno ficou para trás.
O que esperar da nova estação?
A primavera também é marcada por mudanças nas condições do tempo. A combinação entre calor, umidade e passagem de sistemas meteorológicos pode favorecer períodos de instabilidade e ocorrência de chuva. Outro fator que pode influenciar as condições meteorológicas durante a primavera é o El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
A projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA),
órgão meteorológico norte-americano, é de que o evento será muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027, com probabilidade superior a 90%.
A NOAA/CPC também aponta uma probabilidade de 75% de que o El Niño seja o mais forte registrado desde 1950
durante o trimestre outubronovembro-dezembro de 2026. De acordo com o Inmet, na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, e em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, há maior probabilidade de volumes de chuva acima da média histórica.
Em sentido oposto, as Regiões Norte e Nordeste apresentam maior probabilidade de chuva abaixo da média. Áreas do Brasil Central e do Sudeste, incluindo partes de Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, também apresentam maior probabilidade de chuva abaixo da média.
As temperaturas, por sua vez, apresentam tendência de permanecer acima da média em grande parte do território nacional. Isso não impede, entretanto, a ocorrência de episódios pontuais de queda de temperatura associados à
passagem de massas de ar frio, especialmente durante o período de transição entre o inverno e a primavera.





