Um usuário do transporte coletivo urbano entrou em contato na manhã desta quinta-feira (13) para relatar problemas recorrentes com os horários dos ônibus no trajeto entre Herval d’Oeste e Joaçaba. Segundo ele, diariamente os veículos que passam pelo ponto localizado nas proximidades do mercado Parisenti, em Herval d’Oeste, chegam atrasados.
O usuário afirma que costuma estar no ponto por volta das 6h45, justamente para evitar o trânsito e o horário de pico provocado pelas aulas, já que seu horário de trabalho começa às 7h, no bairro Cruzeiro do Sul, em Joaçaba.
Diante dos atrasos frequentes, ele afirma que chegou a desistir de esperar pelo ônibus e passou a fazer o trajeto a pé para conseguir chegar ao trabalho. Conforme o relato, a situação tem provocado problemas no emprego, com cobranças do patrão e descontos referentes ao período de atraso.
“Está horrível, é todo dia. A gente fica sem saber o que fazer”, relatou o usuário, destacando que, mesmo saindo com antecedência, não consegue contar com a pontualidade do transporte coletivo.
Outro usuário, morador de Joaçaba, também relatou problemas nesta quinta-feira. Segundo ele, alguns veículos apresentam condições adversas, enquanto as plataformas destinadas a cadeirantes frequentemente não funcionam. O passageiro também afirma que há registros de goteiras no interior de alguns ônibus em dias de chuva.
“E por aí vai. Várias e várias reclamações diariamente a respeito da qualidade do transporte”, afirmou.
Diante das reclamações, foi buscado contato com a Estrelatur, empresa responsável pela operação do transporte coletivo no município. Em contraponto aos relatos dos passageiros, o empresário Hudson Hack prestou esclarecimentos sobre os principais pontos questionados e encaminhou documentos relacionados à operação do serviço.
Reajuste da tarifa
Segundo Hack, o reajuste da tarifa está relacionado, entre outros fatores, ao aumento do preço do diesel, influenciado pelo cenário internacional. O empresário citou os impactos da guerra entre Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã e por onde passa parcela significativa do petróleo comercializado mundialmente.
“Esse aumento, daqui a seis meses, vai ser revisto, se vai aumentar ou se vai diminuir. Então, é devido a isso esse aumento, é por causa do preço do diesel”, afirmou.
Hack também destacou que o aumento dos custos não se restringe ao transporte coletivo. “Hoje, tudo aumentou, infelizmente, é uma consequência”, declarou.
Como forma de subsidiar os esclarecimentos, o empresário encaminhou documentos relacionados à operação do transporte coletivo, entre eles planilhas da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC), planilhas referentes às inspeções técnicas dos veículos e a resolução da agência reguladora que autoriza a majoração dos valores das passagens.
De acordo com a documentação apresentada pela empresa, os novos valores passaram a vigorar em 1º de agosto. A tarifa integral passou a ser de R$ 7,45, enquanto a tarifa para estudantes ficou estabelecida em R$ 3,70.
A majoração, segundo a documentação encaminhada, está amparada em normativo da ARESC, órgão responsável pela regulação de serviços públicos delegados no Estado.
Inspeções e condições dos veículos
Em relação às condições dos ônibus, a empresa informou que são realizados laudos e inspeções técnicas da frota. Os documentos também foram encaminhados por Hack como parte dos esclarecimentos relacionados às condições dos veículos utilizados no transporte coletivo.
A documentação apresentada busca responder aos relatos de passageiros sobre problemas na frota, incluindo questões relacionadas aos equipamentos destinados à acessibilidade e às condições internas dos veículos.
Segundo o empresário, nesta semana um assessor está acompanhando a operação e realizando verificações relacionadas ao funcionamento do serviço. O trabalho envolve, ainda, o alinhamento e os ajustes necessários nos horários das linhas.
Horários e acompanhamento da operação
A medida ocorre após usuários relatarem problemas relacionados ao cumprimento dos horários. Segundo Hack, o acompanhamento busca identificar eventuais inconsistências e promover os ajustes necessários na operação.
A definição dos horários e dos valores das passagens está inserida no conjunto de regras aplicáveis ao serviço de transporte coletivo. Além da empresa responsável pela operação, participam desse processo órgãos públicos de regulação e infraestrutura, entre eles a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) e a ARESC.
Ao encaminhar as planilhas, os documentos de inspeção técnica e a resolução que autorizou o reajuste, Hack afirma buscar demonstrar que os valores atualmente praticados e os procedimentos relacionados à operação estão respaldados pela documentação regulatória apresentada.
A manifestação da Estrelatur é apresentada como contraponto aos relatos de passageiros publicados nesta quinta-feira (13), especialmente em relação ao reajuste da tarifa, às condições dos veículos e ao cumprimento dos horários do transporte coletivo entre Joaçaba e Herval d’Oeste.




