O governo dos Estados Unidos iniciou um ambicioso projeto de construção para uma nova sede de sua embaixada em Brasília, com um investimento estimado em R$ 3,5 bilhões, equivalente a US$ 623 milhões. A notícia, inicialmente divulgada pelo Estadão Conteúdo e repercutida pelo R7, detalha a grandiosidade da obra, que abrigará 450 funcionários em um prédio com três andares visíveis e fundações que chegam a uma profundidade equivalente a um edifício de nove andares. O projeto arquitetônico traz inovações para garantir maior eficiência energética e visa preservar elementos históricos, como a praça desenhada por Burle Marx, que será mantida e adaptada com tecnologias sustentáveis.
Situada a menos de cinco minutos do Palácio do Planalto, a futura embaixada ocupará uma área de 22 mil m², tamanho comparável ao da Praça da República, no centro de São Paulo. O porta-voz da embaixada americana, Luke Ortega, afirmou que o projeto demonstra a importância que os EUA atribuem às relações com o Brasil, além de ser uma atualização necessária após a última grande reforma realizada em 1974. Segundo Ortega, a nova estrutura permitirá também uma expansão de 40% na capacidade de emissão de vistos, respondendo à crescente demanda de brasileiros que buscam entrada nos Estados Unidos.
A arquitetura do edifício foi inspirada nas curvas características de Oscar Niemeyer, buscando harmonizar com o cenário icônico de Brasília, e inclui práticas sustentáveis: As placas solares vão fornecer 25% das necessidades energéticas da embaixada, explicou Ortega. Além disso, sistemas de captação de água de chuva garantirão a irrigação dos jardins, que manterão espécies nativas do cerrado e outras plantas tropicais. A árvore centenária da praça original será preservada, assim como outras 92 árvores do antigo jardim, que foram temporariamente transplantadas para o Brasília Country Club.
Com previsão de conclusão para 2028, o edifício será seguido pela construção de outras instalações, incluindo áreas de lazer e moradias para as forças de segurança. Ortega assegura que o projeto seguirá adiante independentemente dos resultados das próximas eleições nos EUA, reforçando a durabilidade e continuidade das relações diplomáticas entre os dois países.
Deputado pede explicações
O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), líder da oposição na Câmara, disse nesta quinta-feira (31), que vai protocolar um pedido de explicações à embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Bagley, sobre o novo prédio da representação do país em Brasília.
Procurada para comentar, a embaixada americana não respondeu até esta publicação.
O deputado pretende obter informações sobre valores, planta do novo edifício e utilidade de áreas subterrâneas previstas no projeto. O governo dos EUA gastará R$ 3,5 bilhões (US$ 623 milhões) na obra, e a edificação está na fase das fundações, que têm profundidade de 29 metros.
“Por se tratar de questão de soberania nacional, estou protocolando um pedido de esclarecimento para a Embaixada Americana explicar ao povo brasileiro o porquê da necessidade de uma estrutura tão grande com 9 andares subterrâneos”, escreveu o deputado no X (antigo Twitter), ao comentar a publicação de outro usuário da rede social.
O novo prédio da embaixada terá 22 mil metros quadrados de área. Por motivos de segurança, a representação dos EUA no Brasil não revelou o que estará em seus andares subterrâneos.





