O ministro Fernando Haddad confirmou que a embaixada dos Estados Unidos pediu acesso a documentos sobre operações brasileiras contra o crime organizado, após a ligação entre Lula e Donald Trump.
Haddad explicou que o material está sendo traduzido pela Receita Federal antes do envio. Ele não detalhou quais investigações serão compartilhadas, mas destacou que se trata de cooperação formal entre os países.
O pedido chega em um momento de maior pressão norte-americana sobre o crime transnacional, com reforço de ações militares no Caribe e no Pacífico. A conversa entre Lula e Trump deu novo impulso à colaboração, com o presidente brasileiro defendendo estratégias baseadas em inteligência e rastreamento financeiro.
Na ligação de 40 minutos, Lula disse que o Brasil está disposto a trabalhar de forma integrada contra facções, lavagem de dinheiro e tráfico internacional. Ele reiterou que soluções armadas não são necessárias quando há inteligência e coordenação.
A troca de informações também ocorre em meio às tensões provocadas pelas tarifas impostas pelos EUA. A Casa Branca retirou a sobretaxa de 40% sobre café, carne e frutas, e Lula pediu a remoção das demais barreiras.
Segundo auxiliares do Planalto, o reforço da cooperação policial ajuda a reduzir tensões e demonstra que o Brasil possui instrumentos sólidos para enfrentar o crime organizado, afastando discursos que pedem classificar facções como terroristas.



