Ex-funcionário é preso suspeito de provocar incêndios criminosos em município catarinense

Região

Um homem de 38 anos, morador de Mirim Doce, no Alto Vale do Itajaí é suspeito de provocar incêndios, motivado pela vingança, após ser demitido das empresas. Ele foi preso na quarta-feira (17) após um mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil de Taió.

Foram nove boletins de ocorrências registrados contra o suposto incendiário por crimes que tiveram início em dezembro do ano passado. Ele também tem passagens por crimes de furto.

De acordo com o delegado de Taió, Diones de Freitas, que está conduzindo as investigações, a maioria dos crimes foram cometidos por vingança.

O homem era funcionário público por três anos, mas, por não ter compromisso com o trabalho, conforme apurado nas investigações, ele foi demitido. A partir daí, foi tomado por sentimento de vingança. “Ameaçou vários funcionários da Administração Municipal e chegou a dizer que ia atear fogo nos prédios públicos”, confirma o delegado.

Crimes

A primeira parte da promessa foi cumprida em fevereiro deste ano, quando ateou fogo na Secretaria de Cultura, destruindo toda a estrutura. Na semana passada, o mesmo homem esteve na garagem da Secretaria de Obras, com o plano de destruir parte da frota. Ainda de acordo com o delegado, ele foi impedido por guardas, danificou algumas janelas e conseguiu fugir.

No último dia 12 ele retornou ao local e incendiou um ônibus e um caminhão da prefeitura. Foi preso em flagrante, mas acabou solto no outro dia por falta de provas.

“Ele já é conhecido e muito temido no município, que é pequeno. A fama dele se espalhou, junto com a ligação com os incêndios. As pessoas não têm coragem de dar depoimento com medo de terem as casas incendiadas por ele”, conta o delegado.

Um incêndio criminoso em uma madeireira na última sexta-feira, dia 11, levou as autoridades responsáveis pelo caso a “ligarem os pontos” sobre o possível causador. O mesmo homem foi funcionário desta empresa. Indignado com um possível atraso salarial, ele teria ateado fogo na estrutura para se vingar.

Parte do galpão foi danificada, junto com maquinário e madeiras. O prejuízo foi estimado em R$ 2 milhões.

Prisão

O homem recebeu voz de prisão na residência e foi conduzido a delegacia de Taió. “Ele negou a prática de todos os crimes, não apresentou justificativa plausível e foi conduzido ao presídio regional, onde permanecerá aguardando a fase processual”, explica o delegado.

O inquérito policial agora tem 10 dias para ser concluído e remetido ao Poder Judiciário. “Temos diligências, laudos e oitivas para concluir e ele deve ser indiciado por alguns desses delitos”, concluiu a autoridade. Com informações do ND+.