Ex-namorada de advogado gaúcho morto em SC é presa

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, prendeu nesta terça-feira (29), Janaína Ribeiro, 44 anos, ex-namorada de Carlos Eduardo Martins Lima, advogado criminalista morto no Norte da Ilha.

Ela foi presa na tarde desta terça, após prestar um novo depoimento ao delegado Ênio Mattos. Janaína tinha sido ouvida logo depois do episódio, mas na condição de testemunha, ainda no começo de março.

A sequência das investigações, no entanto, apontou para Janaína como uma das mentoras do crime que foi registrado no dia 2 de março, quando um cadáver foi localizado no bairro Rio Vermelho, Norte da Ilha.

Além da ex-namorada, foram presos ainda Alan Voltz Machado Batista, preso poucas horas depois do crime; juntamente com um outro indivíduo, preso em Lages no último domingo.

O inquérito segue aberto e a investigação não descarta mais prisões nos próximos dias antes da conclusão dos trabalhos e emissão ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

Namorada não mostrava consternação
Janaína Ribeiro esteve na pousada em que o advogado criminalista costumeiramente se hospedava. Carlos Eduardo, ou “Cadu”, como era conhecido, escolhia o mesmo lugar, localizado na Barra da Lagoa, Leste da Ilha, há pelo menos dez anos.

Até o dia 25 de fevereiro, pouco antes de começar o Carnaval e uma semana antes da sua morte, Cadu estava hospedado no mesmo local juntamente com Alan Batista e mais uma mulher que não foi identificada.

Um suposto desentendimento nas dependências da pousada, contudo, fez com que todos saíssem de lá em busca de um outro endereço, um hotel em uma localidade próxima. A hospedagem, ainda de acordo com o que foi levantado pela reportagem, sempre fora custeada pelo advogado que se auto-proclamava o “Showman”.

A suspeita de ter mandado matar o advogado esteve na Pousada juntamente com uma amiga, um dia após a confirmação da morte dele. No local, ela falou com os familiares de Eduardo e, segundo repassado por uma fonte que pediu para não se identificar, ela não mostrava qualquer tipo de consternação pelo assassinato.

“Me chamou muito a atenção porque ela era namorada dele e não mostrava qualquer tipo de lamento. Pelo contrário. Mostrava normalidade e falava com raiva com alguém que entendi ser parente do Eduardo”, revelou.

A mesma fonte ainda contou que, aos gritos, a ex-namorada que é moradora de Gravataí (RS) onde trabalha como cabeleireira, insistia que o advogado “não era o santo que eles imaginavam”.