Facção criminosa era mantida com dinheiro de rifas e do tráfico de drogas, diz PF

Política

A Polícia Federal (PF) desarticulou nesta terça-feira (3) parte de um grupo que usava o dinheiro arrecadado com a venda de rifas e com o tráfico de drogas para financiar uma facção criminosa que age dentro e fora de presídios brasileiros.

Dez pessoas foram presas e 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, no Paraná e em Santa Catarina. Seis pessoas ainda são procuradas.

 As ordens judiciais fazem parte da Operação Dictum e são cumpridas em Cascavel, Foz do Iguaçu, Santa Helena em Toledo, no oeste do Paraná; Londrina, no norte do Paraná; São Mateus do Sul, no sul do Paraná; e Fraiburgo, em Santa Catarina.

Durante as investigações que se estenderam por quatro meses, os policiais federais descobriram que o grupo, que tem origem em São Paulo, tinha a intenção de se estabelecer em Cascavel.

 “Eles estavam tentando conseguir o domínio territorial de parte da cidade através de bocas de fumo. Estes locais eram oferecidos como um lugar seguro para criminosos especializados em outros crimes como roubos, furtos e ataques a bancos”, comentou o delegado Marco Smith.

 No total, foram identificados seis pontos de vendas de maconha e cocaína, a maioria na região do Bairro São Cristóvão, em Cascavel. As bocas de fumo eram identificadas com as siglas da facção pichadas em placas de trânsito.

Na casa de um dos suspeitos, os agentes apreenderam vários blocos de rifas.

“Toda facção criminosa, especialmente esta, funciona como uma pirâmide. E, para funcionar, a base tem que ser bem larga. O papel é colaborar com dinheiro. Além de pagar a chamada ‘cebola’ [uma espécie de mensalidade], eles são obrigados a comprar as rifas. Não significa que vão ganhar algum prêmio. Eles simplesmente financiam a facção”, explicou o delegado.

Ainda segundo Smith, um dos líderes do grupo agia de dentro de um presídio em Londrina e deverá ser transferido para uma Penitenciária Federal. (G1)