Desde que a pandemia do Coronavírus se espalhou pelo mundo muitas notícias sobre mortes, origem, remédios e vacinas contra o vírus já circularam pelas redes sociais. Muitas dessas informações são repassadas por pessoas mal intencionadas, por pessoas leigas, e muitas vezes não passam de especulações, porém todas elas se configuram como Fake News. A melhor fonte de informação são os órgãos oficiais como a Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, ou pelos órgãos de comunicação de confiança.
Entre as últimas notícias que chegaram até o jornal O Celeiro está a criação de uma vacina contra o Coronavírus e alguns medicamentos contra a doença. Tanta a vacina quanto os remédios estão sendo pesquisados e testados em toda a parte do mundo, porém não se pode afirmar com precisão se eles são realmente eficazes. É fato de grande responsabilidade fazer tais afirmações sem antes fazer uma analise criteriosa sobre as substancias as quais os humanos serão submetidos.
Cerca de quatro medicamentos estão sendo pesquisados, mas ainda são preliminares. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta quinta-feira (19) que não tem recomendação para uso de medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento da Covid-19. A agência afirma que esses medicamentos são registrados para o tratamento da artrite, lupus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária.
“Apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da COVID-19. Assim, não há recomendação da Anvisa, no momento, para o uso em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação. Ressaltamos que a automedicação pode representar um grave risco à sua saúde.” – Anvisa
Na Universidade de Nebraska, o médico brasileiro André Kalil lidera os testes com a droga Remdesivir e espera ter um resultado preliminar nos próximos meses. Apesar dos testes trazerem esperança, ainda é muito cedo para saber se esses remédios realmente serão eficazes no tratamento da Covid-19. Os especialistas são unânimes no alerta de que a automedicação pode causar um problema ainda maior do que o próprio coronavírus. “Se simplesmente as pessoas começarem a receber qualquer tipo de medicação, não só vai haver o risco de pessoas morrerem em função das drogas em vez de morrerem em função do vírus, mas também, no final do surto, nós não vamos saber o que funciona e o que não funciona”, alertou Kalil.


