O número de falências de empresas gaúchas em 2025 já superou o ano passado.
Até outubro, foram 75 registros no Rio Grande do Sul, bem acima dos 60 casos de quebra em todo o ano de 2024.
Os motivos que as empresas têm apontado incluem ainda reflexos da pandemia, alta do juro, dificuldade de crédito, além de situações geopolíticas mundiais, como a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Certamente o tarifaço dos Estados Unidos aparecerá em breve.
Além destas, claro, tem as causas específicas de cada segmento ou mesmo da empresa.
As recuperações judiciais certamente passarão também, provavelmente já quando a Junta Comercial disponibilizar os dados de novembro.
Até agora, foram 159 neste ano, quase 163 de 2024.
A recuperação judicial visa dar um fôlego à empresa, suspendendo cobrança de dívidas e corte de serviços, como energia e água.
A ideia é manter a operação da empresa enquanto ela negocia dívidas e faz uma reestruturação.
Substituiu a antiga concordata.
Recentemente, com alterações de legislação, cooperativas e produtores rurais passaram a ter acesso ao mecanismo.
Ambos os setores também enfrentam dificuldades financeiras.
E, por fim, as chamadas “RJs” também ficaram mais populares.
As empresas estão mais flexíveis a pedi-la, ao contrário da forte resistência de tempos atrás.
O aparato de escritórios de advocacia que atuam na área também aumentou bastante. (Giane Guerra/GZH)
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