FCDL-SC: “Nada justifica novo lockdown em SC”

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O presidente da Federação da Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina, Ivan Tauffer, enviou hoje oficio ao governador Carlos Moisés da Silva, também com clara manifestação contra a recomendação dos órgãos públicos estaduais e federais de lockdown total de 14 dias no Estado.

Entre outros argumentos econômicos e sociais, o documento indaga:  “Há um ano essa medida foi tomada e qual foi o resultado prático? Nenhum que justifique ser adotada novamente. Fiscalização é a palavra. Somos pela vida plena, e por isso, as medidas como as indicada pelas entidades retro nominadas são consideradas pelos lojistas catarinenses excessivas.”

Confira a integra do documento:

“Senhor Governador,

Cumprimentando-o cordialmente, a Federação das Câmaras Dirigentes Lojistas de Santa Catarina, recebeu com surpresa e apreensão a manifestação dos Ministérios Públicos do Estado, Federal, do Trabalho, Tribunal de Contas  e das Defensorias Públicas, onde estas se manifestam pela imediata adoção por parte do Governo do Estado de Santa Catarina do fechamento integral de todas as atividades não essenciais por 14 dias.

O Governo recentemente publicou decreto, certamente com base em estudos, determinando o fechamento das atividades não essenciais por dois finais de semana consecutivos. Antes de qualquer medida, açodada, é preciso aguardar as consequências dessa primeira medida do Governo do Estado, que já é prejudicial ao comércio e a economia catarinense.

Nossos associados lojistas cumprem integralmente regras sanitárias rígidas, a FCDL/SC investe em campanhas de conscientização e nosso segmento é sem dúvidas um dos que mais cumpre as regras sanitárias. Vamos enfrentar nesses dois finais de semana fechados sérios problemas, mas vamos encarar e dar mais uma vez nossa parcela de contribuição.

O fechamento de 14 dias de todas as atividades nesse momento é muito prejudicial. Essencial para todos, que não tem o salário garantido no final do mês é poder trabalhar, com a certeza de que o Estado estará aparelhado para atender as demandas da saúde. Mas pelo visto não está. E é com isto que as entidades signatárias deveriam estar preocupadas. Há um ano essa medida foi tomada e qual foi o resultado prático? Nenhum que justifique ser adotada novamente. Fiscalização é a palavra. Somos pela vida plena, e por isso, as medidas como as indicada pelas entidades retro nominadas são consideradas pelos lojistas catarinenses excessivas.

Na expectativa do apoio de Vossa Excelência , enviamos votos de elevada estima e consideração.

Atenciosamente, Ivan Roberto Tauffer.”

(ND+)