Estado – A situação está nas mãos do governo do Estado. Com uma série de orientações para a retomada do futebol em Santa Catarina, o “Guia Médico de sugestões protetivas na Retomada Progressiva do Futebol Profissional de Santa Catarina de forma segura” foi elaborado pelo médico Luis Fernando Funchal, do Avaí, que também atuou na criação do protocolo médico para a CBF.
Agora, representantes da Federação Catarinense de Futebol (FCF) e dos clubes devem se reunir, virtualmente, até o fim da semana, para discutir com o poder estadual, o possível retorno aos jogos. Com série de orientações, a entidade pretende conseguir a autorização para retomada de treinos no dia 1º de maio, e de jogos, no próximo dia 16.
Se as medidas forem aceitas, Santa Catarina seria o primeiro estado do Brasil a retornar com o seu campeonato estadual. “Este protocolo é um mecanismo para os clubes e FCF não iniciarem um declínio financeiro com uma grande perda econômica”, diz um trecho do documento, de quase 30 páginas.
O plano de ação prevê quatro fases para atividades. Além de testes para saber se algum atleta, estafe ou parentes de jogadores têm coronavírus, o guia prevê até bolas identificadas e higienizadas para cada atleta, além de treinamento separado, com distância mínima segura de dois metros, e garrafas de hidratação, também previamente identificadas.
Alguns dos pontos definidos no protocolo:
Testes rápidos de coronavírus – para todos jogadores e familiares, além da comissão técnica e estafe envolvido nos clubes. O documento não diz quem vai comprar os testes, mas o presidente da FCF, Rubens Angelotti, afirmou que será feita pela Associação de Clubes.
Medição de temperatura – por termografia ou infravermelho na chegada dos atletas e demais envolvidos nos locais de treinamentos.
Transporte – estafe e atleta devem ser transportados em ônibus separados. Cada membro deve utilizar duas poltronas, com limite de duas pessoas por fileira. Deve ser feito uso de máscaras e álcool gel na entrada e saída do ônibus.
Treinos com grupos separados – horários agendados para a chegada de todos. Com uso de máscaras em comissão técnica e estafe, com as reuniões necessárias realizadas por vídeo. Importante separar atletas em grupos, com distância segura entre atletas.
Rouparia e lavanderia – jogadores devem ir já vestidos para os treinos, inclusive com dispositivos de GPS (quando o clube fizer uso), sempre levando para lavagem em casa. Materiais que necessitem permanecer no clube serão colocados em sacola específica para desinfecção.
Nutrição – o atleta deve fazer hidratação sempre com a mesma garrafa, com ela devidamente identifica. A suplementação deve ser preparada pelo nutricionista e consumida em recipiente individual.
Vestiários – usar todos vestiários disponíveis, com divisão máxima de grupos de atletas. Por exemplo, uso de vestiário de mandante, visitante e de comissão de arbitragem.
Tratamento médico e fisioterapia com cuidados especiais – jogadores em recuperação devem ir diretamente para a fisioterapia, sem usar outros locais do clube. Uso essencial de máscaras e luvas, com as macas sempre higienizadas e usadas individualmente.
Academia – devem também ser evitadas no primeiro momento. De preferência, usar pesos livres e barras em ambiente externo, de uso individual e sempre desinfetados antes e depois do uso.
Departamento de futebol – deve atender apenas um jogador por vez. Em caso de assinatura de documentos, cada jogador deve utilizar uma caneta diferente, ou a mesma ser desinfetada após cada utilização.
Fluxo definido para treinamentos – casa > campo > retorno para casa




