FIESC comemora reação do setor industrial em 2019

Política

O ano de 2019 iniciou com muitas e terminou com avaliação positiva do setor industrial na região do Alto Uruguai Catarinense. O vice-presidente regional da FIESC, Álvaro Luis de Mendonça, avalia que este foi um ano de muitos desafios, mas também de recuperação, que se deve principalmente ao setor de agronegócio , que vem tendo um bom desempenho no mercado interno e no externo devido a crise sanitária na China e a abertura de novos mercados, como Índia, Coreia, entre outros. Este bom desempenho do setor do agronegócio  aqueceu outros setores da indústria, como construção civil, têxtil, gráfico, alimentos, entre outros.

Para Álvaro, 2019 foi de mais estabilidade se comparado aos quatro últimos anos. As reformas trabalhista e previdenciária trouxeram alento para setor empresarial e maior segurança jurídica, principalmente nas demandas trabalhistas. Já as principais dificuldades enfrentadas, pelo setor industrial,  foram de infraestrutura e logística. Álvaro cita exemplos como as rodovias BR 153, BR 282 e a SC 283, que estão em condições precárias e dificultam o escoamento da produção regional.

A falta de insumos no mercado interno do estado também é um fator que vem dificultando o desenvolvimento da indústria catarinense, pois é preciso importar de outros estados e países para conseguir produzir. “Esperamos que o governo do estado  aprove a redução da alíquota do ICMS de 17 para 12% para as transações dentro do estado, como já acontece em outros estados. esta redução trará uma melhora na nossa competitividade industrial”, enfatiza o VP.

Mas apesar das dificuldades, a indústria catarinense vem respondendo com agilidade às mudanças do governo e conquistando bons índices de economia e empregos. “Estamos em uma ilha de desenvolvimento, somos a 6ª economia do país com uma taxa de 5% de desempregados  enquanto que o índice nacional  é de 12% “, pontua Álvaro.

Entre os desafios para o próximo ano Álvaro destaca a aprovação da reforma tributária e a luta por uma reforma política. Para ele é crucial diminuir a burocracia e acabar com os impostos em cascata, além de diminuir o tamanho do estado, reduzindo número de funcionários e diminuindo os gastos públicos. “Precisamos de uma legislação mais simples e menos onerosa para as empresas”, enfatiza.

O Vice-presidente destaca ainda que o setor tem expectativa na aprovação da MP do Contrato Verde e Amarelo, que propõe uma modalidade de contrato onde a empresa ganha vantagens tributárias para a contratação de jovens entre 18 e 29 anos e que tem o objetivo de aquecer o mercado de trabalho.

O que, na visão de Álvaro, vai gerar um grande desafio para este próximo ano: a qualificação de mão de obra. “Se a expectativa de crescimento se consolidar no próximo ano teremos um crescimento em torno de 1,5%,  e com certeza teremos um apagão de mão de obra. O nosso compromisso é fazer com que os alunos que terminaram o ensino médio, vejam como é importante fazer um curso técnico. As empresas valorizam a qualificação dos jovens, pois eles chegam com uma base e não é preciso perder um tempo precioso para ensinar”, avalia.

As perspectivas para 2020 são melhores,  segundo o vice-presidente: “Nós acreditamos que o ano de 2020 será muito promissor, mas precisamos ficar vigilantes e atentos para que as reformas que ainda estão no congresso sejam aprovadas. A geração de emprego vai aliviar a imensa massa de desempregados existente hoje. Com a retomada da economia, teremos aumento na arrecadação de impostos e consequentemente os investimentos, tanto público como privado, farão a economia acelerar. As pessoas sentirão uma melhora significativa no mercado de trabalho”.