Finados 2025: Tradições e homenagens se renovam no Brasil

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O próximo dia 2 de novembro, Dia de Finados, levará milhões de brasileiros a cemitérios, igrejas e espaços religiosos para prestar homenagens aos seus entes queridos. Embora a data mantenha seu caráter reflexivo e de saudade, contrastando com as celebrações festivas de países como o México, as formas de expressar esses sentimentos estão em constante evolução, mesclando tradições consolidadas com novas práticas que ganham espaço em todo o país.
A visita aos túmulos, um dos pilares da data, continua sendo o principal ritual para a maioria das famílias. As flores e velas seguem como a homenagem mais comuns, mas as particularidades regionais se destacam. A essa tradição, somam-se gestos cada vez mais pessoais e íntimos: famílias que levam aparelhos de som para tocar as músicas que o ente querido gostava ou que enfeitam o jazigo com bandeiras e objetos do time de futebol do coração, tornando a lembrança ainda mais viva. No interior de São Paulo, os cataventos coloridos trazem um ar de leveza a alguns cemitérios. Já no Nordeste, como no Ceará, o clima seco favorece o uso de flores artificiais e velas, uma preparação que muitas vezes começa dias antes para garantir que os jazigos estejam adornados para a data.
Nos últimos anos, no entanto, novas formas de homenagear vêm se somar às práticas tradicionais. Em cidades do Sul do Brasil, por exemplo, a soltura de balões biodegradáveis contendo sementes de árvores nativas, como o Ipê, transforma a homenagem em um gesto de continuidade e respeito ao meio ambiente.
A tecnologia, que ganhou impulso durante a pandemia, consolida-se como uma importante aliada. “As homenagens virtuais, antes um movimento tímido, hoje são uma realidade estabelecida”, afirma Roberto Toledo, diretor de operações e sustentabilidade do Grupo Zelo. “Plataformas de memoriais online, que permitem acender velas virtuais ou deixar mensagens, são essenciais para quem está distante. A novidade é a integração do físico com o digital, como o uso de QR Codes nos jazigos, que direcionam para biografias, fotos e vídeos do homenageado”, explica Toledo.