O Fundo Monetário Internacional projeta que a dívida pública bruta do Brasil chegará a 100% do PIB em 2027, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (15).
De acordo com o Monitor Fiscal, a dívida deve atingir 96,5% do PIB em 2026 e continuar em trajetória de alta, chegando a 106,5% até 2031.
As estimativas pioraram em relação ao relatório anterior, que previa estabilização abaixo de 100%, indicando revisão do cenário fiscal do país.
No relatório anterior, de outubro de 2025, o Fundo esperava que o indicador encerrasse este ano em 95% do
PIB, estabilizando-se na casa de 98% do PIB a partir de 2028.
Uma dívida bruta de 96,5% do PIB é bem superior à estimativa do FMI para a média dos emergentes em 2026, de 78,9% do PIB. A projeção para o indicador do Brasil é a quarta maior de um grupo de 36 desses países. É inferior apenas aos 152,4% do PIB do Bahrein, aos 122,6% do PIB da Ucrânia e aos 106,9% do PIB da China. O endividamento bruto é um dos principais indicadores de solvência fiscal de um país.
No caso do Brasil, o que preocupa não é apenas o nível, mas especialmente a trajetória de aumento contínuo esperada para a relação entre a dívida pública e o PIB.








