Fosfoetanolamina: pacientes revivem esperança após indicativo de liberação da pílula do câncer

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A luta intensa travada há pelo menos 5 anos por milhares de pacientes oncológicos e de outras patologias pode enfim ser suavizada a partir de uma declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta semana. Primeiro Bolsonaro disse que as agências reguladoras são autônomas, mas não são soberanas, depois alertou que tem intenção de liberar o registro da fosfoetanolamina, que ficou conhecida como a pílula do câncer no País.

Apesar de seu uso ter sido aprovado pelo Congresso e sancionado à época pela presidente Dilma Rousseff, o STF (Supremo Tribunal Federal) barrou, após pedido da AMB (Associação Médica Brasileira) sob o argumento de que não havia comprovações científicas sobre sua eficácia nos tratamentos e que a venda só poderia ocorrer após o registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Bolsonaro aproveitou para destacar que a Anvisa, que chegou a indicar que vetaria a pílula, não pode protelar por tanto tempo sobre as liberações que são de interesses da sociedade.

Assim o presidente reacendeu as esperanças da idealizadora e administradora da Rede É Seu Direito Saber, É Seu Direito Escolher, a advogada Giseli dos Santos.

Em entrevista ao Portal24, Giseli ponderou que essa foi uma promessa de campanha do presidente e que parte de seu eleitorado aguardava ansiosamente por isso. “São muitos pacientes oncológicos e de outras patologias, seus familiares e amigos que vêm lutando, desde 2015, para ter acesso à substância, que confiaram na promessa de campanha [do presidente]. A pílula é uma grande aliada no tratamento do câncer, não deve ser usada sozinha, mas é muito boa para a reemissão e dá qualidade de vida às pessoas”, reforçou.

Estudos de mais de 60 anos
Ao contrário do que muita gente possa pensar, os estudos sobre a fosfoetanolamina tomaram corpo ainda na década de 1960 com teste clínico para tratamento da esclerose múltipla e teve seus estudos aprimorados nas décadas seguintes. Ficou popular no Brasil no início da década passada, mas desde 2015, sua comercialização está proibida por aqui. “Temos contatado pelas redes sociais o ministro da Saúde [Luiz Henrique Mandetta], da Ciência Tecnologia e Inovação [Marcos Pontes] e enviando mensagens para o próprio presidente, acredito que ele vá se empenhar, porque todos precisam. Nem todos têm conhecimento ainda, a fosfoetanolamina não é apenas para o câncer, mas várias outras patologias e ajuda a fortalecer o sistema imunológico”, considera Giseli Santos.

Para ativista, a Anvisa revela não saber o que é a fosfoetanolamina nem para que serve seu uso e que associado a outros tratamentos, apresenta excelentes resultados. “O mundo cientifico sabe disso, mas parece que a Anvisa fecha os olhos. Se não é tóxica comprovada com testes e aparece como uma última esperança do paciente que é mandado para casa para morrer, que mal tem de tentar? Essa é uma agencia que deve proteger a vida, mas que libera agrotóxicos, não se manifesta sobre o cigarro, mas não aprova o registro de uma substancia que não tem toxidade alguma. A fosfoetanolamina corresponde a minerais presentes no organismos”, alertou ao ponderar que o pedido de registro é reforçado pela população que necessita do medicamento.

“Existe um quimioterápico onde um de seus componentes é a fosfoetanolamina, então são informações muito contraditórias que o presidente deveria mandar investigar, pois como a Anvisa libera esse quimioterápico com a fosfoetanolamina, mas a fosfoetanolamina não é liberada?”, sugere ao reiterar que ele opera na melhora do sistema imunológica, como um sinalizador das células defeituosos, tornando a quimioterapia mais certeira e menos invasiva. “Quando se faz quimio, sem a fosfoetanolamina, o medicamento vai atacar a doença, mas ataca o que há de saudável também. A fosfo ajuda a sinalizar as células defeituosas e a quimioterapia é mais certeira, provocando menos danos às células saudáveis”, reforçou.

Nos mamíferos a fosfoetanolamina está presente nos músculos longos, no fígado, no leite materno, mas em pequenas quantidades. Sua abundância, porém, está no chamado colostro, que é o primeiro leite produzido pela mãe após o parto. “A Anvisa sabe disso, as pesquisas são muito antigas, mas tudo está cercado por contradições”, considerou.

“Não acredito em uma única substancia para tratar da patologia, mas aliada à medicina convencional com quimio, radio. Agora está avançando muito a imunoterapia que nada mais é que uma versão caríssima da fosfoetanolamina, que se apresenta com um terápico barato”, completou.

A espera do medicamento
Quando da tramitação do projeto em Brasil, o senador Acir Gurgacz, que deu seu voto favorável à comercialização, destacou que relatos de regressão e cura do câncer pelo uso da fosfoetanolamina justificam a aprovação do projeto, tratando-se, desta forma, de uma resposta que classificou como “terapeuta espetacular” e que isso era possível se comparar a qualquer medicamento antineoplásico disponível no mercado brasileiro e mundial. “A fosfoetanolamina será um alento para milhares de famílias”.

(Com informações do Portal24)

1 thought on “Fosfoetanolamina: pacientes revivem esperança após indicativo de liberação da pílula do câncer

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