Uma mulher que trabalhava como auxiliar de serviços gerais no município de Caçador, no Meio-Oeste, fez um acordo com o Ministério Público para pagar multa por ter furado a fila do Sistema Único de Saúde (SUS).
Um inquérito civil foi instaurado na época, que investigava improbidade administrativa cometida. Além da multa, ela também não poderá firmar contratos com o poder público nos próximos cinco anos.
O caso
Segundo o MPSC, a mulher confessou que deu cerca de R$ 7 mil para um médico incluir um familiar no rol de pacientes prioritários, visando acelerar a operação na coluna cervical.
Ela declarou que não sabia que o pagamento era ilegal e disse que está arrependida e envergonhada. Além disso, informou que o problema de saúde de seu familiar não foi resolvido.
Investigação
As investigações mostraram que o esquema contava com a participação de médicos, agentes públicos e funcionários de uma empresa. O grupo cobrava dinheiro de pacientes para furar a fila do SUS.
As pessoas que pagavam para furar a fila poderão celebrar os Acordos de Não Persecução Civil. Já os operadores do esquema, que recebiam o dinheiro, estão respondendo a ações de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito, além das Ações Penais propostas pelo Grupo Anticorrupção.
Alerta
A promotora de Justiça Roberta Ceolla Gaudêncio de Moraes faz um alerta sobre burlar a fila do SUS. Conforme ela explica, é ilegal esse tipo de serviço e configura crime de improbidade administrativa.
“As pessoas não devem aceitar esse tipo de proposta e os profissionais do SUS não podem cobrar qualquer valor dos pacientes, em circunstância alguma”, diz ela



