Bolívia – A funcionária da Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia) Celia Castedo Monasterio a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) em Corumbá, município distante 415 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, na manhã desta segunda-feira (5), em busca informações sobre refúgio. Ainda não foi dada entrada a nenhum pedido.
Por volta das 8h (de MS), Celia procurou o departamento de imigração da Polícia Federal acompanhada de um advogado em busca de informações. Como o setor iria demorar uma hora para abrir, ela não quis esperar e foi ao Minitério Público Federal (MPF).
“O plantonista disse que a mulher queria dar entrada no pedido de refúgio, que é comum aqui. Ele [plantonista] disse para esperar os funcionários chegarem e eles disseram que voltariam depois. Saíram dizendo que iriam ao Ministério Público Federal”, afirmou o delegado da PF Sergio Luis Macedo ao G1.
Uma procuradora do MPF confirmou a presença da funcionária da Aasana e do advogado e disse que entrou em contato com a sede em Brasília. Celia estava no prédio até o fechamento desta reportagem. Um veículo com placas bolivianas estava no local. A assessoria de imprensa confirmou que a boliviana procurou o órgão em busca de refúgio.
Celia disse às autoridades que alertou o representante da companhia LaMia e transportava a delegação da Chapecoense e sofreu um acidente na madrugada de terça-feira (29) próximo a Medellín, de que a quantidade de combustível era insuficiente e que não seria possível chegar a outro aeroporto no caso de uma emergência.
As observações de Celia Castedo eram de que o tempo de voo era igual à autonomia do avião, que isso não era adequado, e que fazia falta um plano alternativo. A principal advertência se referia ao tempo de voo previsto entre Santa Cruz de La Siera e o aeroporto da cidade colombiana de Medellín (quatro horas e 22 minutos), que era o mesmo registrado para a autonomia de combustível que tinha a aeronave.
O relato foi feito às autoridades depois do acidente. A funcionária foi afastada das funções desde a última quinta-feira (1º).



