Gerente regional da Celesc afirma em Capinzal: “Não houve um aumento da tarifa de energia elétrica”

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Capinzal – A Gerente regional da Celesc, Silvia Pozzobon esteve na Câmara de Vereadores de Capinzal na tarde desta segunda-feira (25) para esclarecer sobre o suposto aumento nas contas de energia elétrica dos consumidores da região. Pozzobon, que esteve acompanhada do gerente local da estatal, Diogo Spadoto e de um servidor administrativo, atendeu requerimento do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do legislativo, vereador Bruno Michel Favero.

Conforme a gerente regional da Celesc, os consumidores questionavam, desde o final do ano passado, um suposto aumento na conta de energia elétrica por parte da estatal. “Não houve um aumento da tarifa. A tarifa é reajustada apenas em agosto de cada ano. Pode ser tanto a maior quanto a menor e não é definido pela Celesc, e sim pela ANEEL [Agência Nacional de Energia Elétrica]. Mas a variação dos impostos ao longo dos meses é que acabou gerando essa falsa impressão de um aumento da tarifa de energia”, explica.

Silvia destacou que houve uma grande variação do PIS/COFINS, que, segundo, ela, varia conforme a receita e a despesa da concessionária e é definido por norma da ANEEL. “Não é definido por uma norma que a Celesc criou para se beneficiar. Então esses dois impostos praticamente triplicaram entre setembro e janeiro. E podem ter redução novamente, conforme a variação de receitas e despesas”, completou.  Além disso, ela enfatizou ainda que a variação do consumo baseia a variação do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços].

Pozzobon reitera que, para os consumidores da classe residencial com consumo até 150 kW/h o ICMS incidente é de 12%. Acima de 150 kW/h é de 25%.

“Isso também não é definido pela Celesc, é algo que está vigente há anos já, mas, enfim, com essa situação que se criou tomou uma proporção bem maior e talvez só nesse momento é que as pessoas acabaram se dando conta, infelizmente, de que há essa variação do ICMS na classe residencial”.

Para as classes comercial e industrial a variação do ICMS se mantém sempre fixa em 25%. Rural, até 500 kW/h é de 12% e acima de 500 kW/h é de 25%. Em termos comparativos, Silvia afirma que o uso de um climatizador, por exemplo, um dos grandes vilões no consumo de energia elétrica no verão, consome em torno de R$ 1 por hora, ligado.  Um ventilador, mesmo que com baixa potência, também gera um impacto na conta final do consumidor, assegura a gerente.

“Então é importante essa consciência do consumidor de que por menor que seja o consumo ele vai ter um impacto no final do mês na sua conta de energia”.

Investimentos

Silvia Pozzobon pontua que a Celesc vai investir forte na poda e roçada nos locais onde a rede apresentar obstruções e possíveis obstruções futuras. Ela diz que a estatal, através da diretoria, liberou o dobro do valor previsto para essa finalidade. “Vamos ter um trabalho bastante efetivo nesse sentido. Pedimos às pessoas para que não plantem árvores próximas à rede, na cidade também”. Por fim, reforça que na subestação de Capinzal haverá a troca de um transformador, desta forma, ampliando a capacidade de distribuição de energia na região [Capinzal, Ouro, Lacerdópolis, Piratuba, Ipira e Zortéa]. “Mas, não existe nenhum problema de sobrecarga que esteja afetando o fornecimento de energia”.

Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Vereadores de Capinzal, Bruno Michel Favero, afirma que ficou satisfeito com as explicações. “Eles [Celesc] fizeram um papel muito bonito, muito transparente de vir aqui dar as explicações. O que me convenceu e me deixou claro é que a culpa não é da Celesc, mas é aumento de impostos”, conclui.