Estado – Mais um sinal de que as coisas começam a engrenar para a economia catarinense em 2017: as exportações do Estado avançaram 37,26% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2016, somando US$ 564,3 milhões. Foi a maior taxa percentual de toda a série histórica apurada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), desde 1997. O volume correspondeu a 3,8% das vendas brasileiras para o mercado externo e colocou Santa Catarina na décima posição do ranking nacional. No mesmo período, as exportações brasileiras avançaram 32,69%.
Apesar da marca histórica, Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, afirma que ainda é cedo para comemorar:
– O ano passado foi muito duro e precisamos esperar para ver como irá se comportar o dólar em 2017.
Até agora, as expectativas do mercado, de acordo com o que foi publicado ontem pelo Relatório Focus, são de que a cotação da moeda norte-americana estará em R$ 3,40 no encerramento de 2017. Há um mês, a expectativa era de R$ 3,45 para o final do ano.
Em Santa Catarina, as exportações (em valores) voltaram a patamares similares aos de 2013. Além do avanço no volume de embarques, Côrte destacou também o crescimento das vendas para o mercado norte-americano, de 67,51% em janeiro.
– Estamos retomando posição em um mercado importante. O desempenho ao longo do ano ainda vai depender de como Trump vai conduzir a prometida política protecionista, mas não acredito que será impeditivo total. O mercado internacional atua em duas mãos e quando uma via se fecha, a outra reage – avalia o presidente.
Em janeiro, as importações também avançaram, atingindo US$ 977,5 milhões, crescimento de 28,73%. Esse resultado também é bom indicativo de ânimo da indústria catarinense, que traz do exterior boa parte da matéria-prima e outros insumos usados na fabricação de produtos. A balança comercial teve saldo negativo de US$ 413,3 milhões em janeiro.
Mais carnes
As carnes e miudezas lideraram as exportações do Estado em janeiro: foram US$ 183,3 milhões em vendas, crescimento de 50,14% sobre o mesmo período do ano passado. Aves e suínos tiveram bom desempenho, com crescimento de 47,99% e 91,19%, respectivamente. Outro destaque da pauta catarinense foram os veículos automotivos, que somaram US$ 20,7 milhões e tiveram um crescimento de 271% sobre janeiro de 2016.
(Fonte: DC)





