A Defesa Civil Nacional ainda espera um levantamento final sobre os prejuízos causados pelo ciclone que atingiu Santa Catarina no início desta semana.
De acordo com o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, também não há previsão de quanto o governo federal irá repassar ao Estado.
Na manhã desta sexta-feira (3), em entrevista coletiva em Florianópolis, Alexandre afirmou que o prazo para os recursos ainda não está acertado. Ele afirmou que para liberar os recursos, é preciso ver a quantidade de danos, porque o desastre foi muito grande e os recursos são escassos.
Em estado de calamidade desde quinta-feira (2), Santa Catarina registrou danos em pelo menos 153 municípios. O índice representa 51% de seu território. Nove mortes foram confirmadas e há duas pessoas desaparecidas.
O fenômeno chamado de ciclone bomba, provocou rajadas de vento que ultrapassaram os 130 km/h. Os municípios ainda contam os estragos.
Conhecida por ser palco de fenômenos climáticos, Santa Catarina já tem experiência com tragédias naturais. Bem por isso, gestores e prefeitos poderão usar um canal direto com a Defesa Civil Nacional para tirar dúvidas sobre os processos e pedidos de recursos. Segundo Alexandre, o projeto é uma experiência nova e serve para agilizar o processo de repasse financeiro.
A passagem do ciclone, além de deixar muitos catarinenses sem energia e casas destelhadas atingiu principalmente as áreas da Educação e Infraestrutura.
Conforme Thiago Vieira, secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, o balanço parcial é de que ao menos 238 escolas tenham sido afetadas.
Em relação às rodovias, 25 ficaram parcial ou totalmente obstruídas. (ND Mais)



