Nesta quarta-feira (9), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça, enviou uma notificação a 10 cooperativas de produtores de alimentos e a 21 redes supermercadistas. A medida tem por objetivo obter esclarecimentos sobre o aumento do preço dos alimentos que compõem a cesta básica, como o arroz, o óleo de soja, o feijão e outros. A informação foi dada pelo jornal Valor Econômico.
As cooperativas e as redes de mercados terão um prazo de cinco dias para responder aos questionamentos. Ao veículo, a titular da Senacon, Juliana Domingues, informou que as notificações são necessárias para identificar os motivos dos reajustes.
– Não podemos falar em preços abusivos sem antes avaliar toda cadeia de produção e as oscilações decorrentes da pandemia – apontou.
Os supermercados terão que listar quais produtos da cesta básica apresentaram maior variação de preço no último mês, assim como quais os três itens que tiveram maior reajuste. Além disso, terão ainda que apresentar três fornecedores dos produtos e informar o preço médio nos últimos seis meses. Tudo deverá ser comprovado com notas fiscais.
Já as cooperativas terão que responder sobre os custos de produção de alimentos, assim como volumes e preços da safra 2019/2020.
Além das notificações, a Senacon também enviou convites aos ministérios da Economia e da Agricultura para a discussão de medidas que possam atenuar o “aumento exponencial nos preços de alimentos que compõem a base alimentar dos brasileiros”.


