Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, após divergências entre os trabalhadores e as instituições sobre propostas relacionadas, principalmente, ao custeio dos planos de saúde.
Ainda não há informação consolidada sobre quantas agências foram afetadas em Santa Catarina. A paralisação pode variar conforme a adesão dos trabalhadores em cada cidade e base sindical.
O principal impasse está ligado às condições apresentadas pelos bancos para os planos de saúde dos funcionários. Na Caixa, a proposta foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais, segundo representantes dos trabalhadores. No Banco do Brasil, as assembleias tiveram resultados diferentes, com parte das bases aprovando a proposta e outras defendendo novas negociações ou paralisação.
Caixa entra em greve nacional após rejeição de proposta
Na Caixa, as negociações foram retomadas na quarta-feira (9), em São Paulo, depois que assembleias realizadas em diferentes regiões do país rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.
Segundo representantes da categoria, a rejeição ultrapassou 90% nas bases consultadas. Mesmo com a retomada das conversas, não houve nova proposta apresentada naquele momento.
A paralisação começou nesta quinta-feira e não tem prazo definido para terminar. O movimento deverá continuar até que novas assembleias decidam pela manutenção ou pelo encerramento da greve.
A Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que voltou à mesa de negociação em busca de um entendimento.
Banco do Brasil tem paralisação parcial e negociações divididas
No Banco do Brasil, a situação é diferente. A paralisação não é nacional de forma uniforme e depende da decisão de cada base sindical.
A retomada das negociações ocorreu após assembleias realizadas na sexta-feira (4), quando parte dos trabalhadores pediu a reabertura das conversas sobre o acordo coletivo específico do banco.
Segundo o material divulgado, o Banco do Brasil afirmou que a proposta apresentada representa o limite das negociações. As bases que rejeitaram as condições deverão realizar novas assembleias para decidir os próximos passos.
Planos de saúde estão no centro da greve da Caixa e Banco do Brasil
O custeio dos planos de saúde é um dos principais pontos de conflito.
Na Caixa, o Saúde Caixa está entre as maiores divergências entre funcionários e banco. Os trabalhadores também apresentaram outras reivindicações ao longo das negociações iniciadas meses antes.
No Banco do Brasil, o debate também envolve condições relacionadas ao plano de saúde e ao acordo coletivo específico dos funcionários.
As entidades sindicais afirmam que houve avanços em alguns pontos, mas defendem a manutenção da mobilização enquanto as propostas não forem consideradas suficientes pela categoria.
Atendimento pode variar durante a greve da Caixa e Banco do Brasil
Como a adesão pode mudar de uma agência para outra, o impacto no atendimento ao público não é igual em todo o país.
Até a divulgação das informações, não havia um número oficial de agências paralisadas em Santa Catarina.
Clientes que precisarem de atendimento presencial devem verificar a situação da unidade antes de se deslocar. Serviços digitais, caixas eletrônicos e aplicativos podem continuar disponíveis, dependendo do tipo de operação.
A duração da greve da Caixa e das paralisações no Banco do Brasil dependerá do andamento das negociações e das próximas assembleias dos trabalhadores. (NSC)





