Grupo suspeito de praticar estupro virtual e indução de automutilação em menores é alvo de operação

Política

Nesta sexta-feira (21), o CyberGaeco catarinense desencadeou uma operação contra um grupo acusado de praticar estupro virtual, induzir adolescentes à automutilação e a cometer outros crimes na internet. A ação resultou na detenção de dois menores e na execução de cinco mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Piauí.

Além da apreensão de equipamentos eletrônicos, segundo a ocorrência, as autoridades encontraram materiais que faziam apologia ao nazismo. Até o presente momento, dez vítimas foram identificadas, mas o coordenador do CyberGaeco catarinense, Diego Barbieri, ressalta a possibilidade de identificar novas vítimas a partir da análise dos materiais confiscados.

Entre os alvos dos mandados de busca estava uma adolescente de Biguaçu, na Grande Florianópolis. Inicialmente, a suspeita era de que ela também estivesse envolvida na prática dos crimes. No entanto, as investigações revelaram que a jovem era vítima de extorsão sexual e vivia em uma “realidade de submissão decorrente disto”.

Barbieri explicou que “Ela era subjugada a praticar os atos por estar sob domínio psicológico, mas a gente ainda tem que avançar na análise do que foi apreendido na casa dela para refutar totalmente a possibilidade dela ser autora. Em um primeiro momento, a gente trata ela como vítima”.

A Operação Pessinus teve início após o CyberGaeco do Ministério Público de Santa Catarina identificar perfis em redes sociais com a intenção de cometer crimes, como estupros e mutilações, massacres em escolas, além do enaltecimento a símbolos ligados ao nazismo.

O adolescente apreendido no Piauí é apontado por ameaçar sequestrar, estuprar e matar uma das vítimas. Ele realizava diversas violências sexuais por meios virtuais e também exigia que a ex-namorada realizasse automutilação em frente às câmeras. (G1)