Guedes quer devolver excesso de arrecadação

Política

O ministro da Economia, Paulo Guedes, determinou à sua equipe que encontre fórmulas para continuar cortando impostos. A meta é devolver pelo menos mais R$ 10 bilhões aos bolsos dos brasileiros. O governo já cortou 25% do imposto sobre produtos industrializados neste ano. A ordem é tentar incluir outros tributos na guilhotina, inclusive o imposto de renda. O Fisco tem batido recordes de arrecadação desde o ano passado. E o ministro quer devolver parte desse excesso de arrecadação à sociedade sob forma de cortes nos impostos. Ele é contra aumentos ao funcionalismo, pois esse mecanismo só beneficia as corporações — sempre privilegiadas com a distribuição de riquezas no país.

De acordo com o ministro, a equipe econômica também gostaria de usar a melhoria da arrecadação para financiar a renegociação de dívidas do Simples Nacional e a isenção para investidores estrangeiros. Ele, no entanto, disse que a alteração de medidas econômicas pela ala política do governo nem sempre viabilizam essas medidas.

“Ficam com a parte boa das medidas e retiram a parte ruim, que é a fonte de recursos. Com isso, acabamos tendo que vetar medidas por bater cabeça no governo”, explicou Guedes.

IPI

Em relação à desoneração das importações, o ministro disse que o governo pretende promover uma nova rodada de redução de 10% no Imposto de Importação, mas ressaltou que a medida depende de acordo para o corte adicional que fará o desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aumentar de 25% para 33%.

Segundo o ministro, 12 produtos devem ser contemplados com a redução das tarifas de importação. “Vamos abrir a economia respeitando nosso parque industrial. Se o outro governo for social democrata, ele que aumente os impostos. Para o próximo mandato, a prioridade é a reforma tributária no primeiro dia de trabalho”, explicou.

No início do mês, o governo prorrogou, por 30 dias, o corte de 25% no IPI. De acordo com Guedes, a equipe econômica queria elevar a redução para 33%, mas a medida foi travada porque os governadores não concordaram em reduzir o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel.

“Os governadores não reduziram o ICMS do diesel, como se comprometeram a reduzir. Zeramos o imposto do diesel do nosso lado e os governadores não fizeram do lado deles”, afirmou. Com informações da Exame.